Apresentação mais objetiva possível é a forma ideal para o candidato mostrar sua qualificação

Currículo: O que não ajuda pode atrapalhar

Em meio à crise no mercado de trabalho, conseguir um emprego não tem sido tarefa fácil. Um currículo bem elaborado, todavia, pode fazer a diferença, afirmam especialistas. O pretendente a um emprego que não sabe elaborar um currículo é forte candidato a perder a vaga em disputa já na saída. Informações confusas e com falta de clareza são facilmente descartados pelos recrutadores. Para tanto, saber o que pode e o que não pode ser colocado num curriculum vitae é fundamental.

A líder de Recursos Humanos da Global Consultoria, Marília Costa, orienta que o candidato precisa se atentar às informações mais básicas, que é exatamente onde há mais erros ou inconsistências. "O currículo do profissional precisa ter informações concisas e ser o mais objetivo possível, pois é isso que irá apresentá-lo para a empresa", aconselha.

Informações como nome completo, idade, data de nascimento e endereço são essenciais e precisam estar no topo do currículo para que o recrutador saiba reconhecer e diferenciá-lo dos demais candidatos. Não é necessário colocar número de documentos pessoais, como CPF e RG, exceto quando a empresa exigir isso.

Para Marília, uma das principais informações no documento é o campo "objetivo", que, além de conter as pretensões do candidato, deve estar conectado à vaga em questão. Por isso, alerta, o objetivo estará sempre sujeito a mudanças, dependendo da empresa e do cargo pretendido.

Outro ponto importante a ser destacado no currículo é a experiência profissional do candidato, bem como sua escolaridade. "Isso vai ajudar o recrutador a designar a vaga mais adequada ao candidato. É necessário deixar bem claro qual tipo de graduação, qual período está cursando ou se já foi concluído, além de quais cursos já fez", explica. Colocar o nome da empresa, o período de trabalho e quais atividades eram desempenhadas no emprego anterior também ajudarão no discernimento do perfil do candidato.

Marília alerta os profissionais que gostam que distribuir muitas informações no currículo. Segundo ela, às vezes, o excesso de informação pode prejudicar ao invés de contribuir na hora da contratação. "Às vezes a pessoa possui diversos cursos, mas que são irrelevantes para uma determinada vaga."

Por isso, nesses casos, o recomendado é especificar apenas os cursos que têm relação com a vaga em questão.

Outro ponto que também deve ser evitado é a nomenclatura do cargo. Várias empresas tratam por nomes diferentes uma mesma função que é desempenhada em outra companhia.

Nesse caso, é recomendado que o candidato coloque apenas a área em que atuou, pois muitas vezes o recrutador pode confundir a nomenclatura e designá-lo a outro tipo de análise.

Feedback

A pessoa que distribui currículo deve estar bem atenta ao feedback dado pela empresa. "Muitos candidatos perdem a vaga porque não atendem o telefone quando a gente liga ou quando não respondem o e-mail de aprovação para a próxima fase do processo seletivo."

Marília diz que é comum o recrutador desistir do candidato quando ele é contatado e não atende. Assim, é recomendável colocar mais de uma opção de contato no currículo e estar sempre atento ao e-mail.

"Ainda mais em momento de crise, com tanta gente desempregada, um recrutador não vai ficar insistindo com uma pessoa que não atende ou não responde", diz Marília.

Fonte: O Popular