Passagem aérea segura desaceleração do IPCA

Preços de hotéis também pressionaram. Em São Paulo, por exemplo, a alta foi de 16,13% contra 1,3% em Goiânia

Não fossem os aumentos de preços ligados à Copa do Mundo, a inflação de junho teria desacelerado mais e a taxa em 12 meses não superaria o teto da meta do governo para 2014. O IPCA fechou junho em 0,40%, no País, desacelerando frente ao índice de maio (0,46%). Em 12 meses, porém, o resultado ficou em 6,52%, acima do teto da meta do governo (6,50%), segundo dados divulgados ontem pelo IBGE.

Após altas já registradas em meses anteriores em alimentação fora do domicílio, aluguéis e cerveja nas cidades-sede, os vilões da vez foram as passagens aéreas e os hotéis, que impulsionaram os grupos transporte e despesas pessoas - os dois únicos a não perderem ritmo de maio para junho, segundo o IBGE.

A média de transportes passou de uma queda de 0,45% em maio para um aumento de 0,37% devido ao forte reajuste das passagens aéreas que subiram 21,95%.

Em maio, o custo desse serviço tinha recuado 21,11% diante de descontos praticados antes da Copa.

Segundo Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de índices de preço do IBGE, o governo autorizou um número maior de voos já em maio. Com a oferta maior e a procura ainda reduzida para alguns destinos, as companhias deram descontos naquele mês para encher os aviões.

Assim que a Copa começou, a história mudou e os preços dispararam especialmente nas cidades-sede de maior apelo turístico e nos principais polos de conexões, como São Paulo (alta de 22,36% em junho). Os maiores reajustes ficaram com Salvador (37,39%) e Rio de Janeiro (33,83%). (Folhapress)

 

 

Fonte: O Hoje