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A produção industrial do País em julho cresceu 0,7% na comparação com o mês anterior. O desempenho foi melhor do que a contração de 1,4% em junho ante maio e interrompeu cinco meses consecutivos de queda. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com julho de 2013, o índice ficou negativo em 3,6%. Com esse resultado, a indústria acumula uma perda de 2,8% neste ano. A taxa em 12 meses encerrados em julho registrou queda de 1,2%.

A melhora no mês, no entanto, não inverte a tendência de deterioração da indústria neste ano. Nos cinco meses em retração (fevereiro a junho), o setor, um dos mais importantes da economia devido a seu encadeamento com serviços e agropecuária, somou uma perda de 3,5%.

A leve retomada em julho decorreu especialmente diante de forte desempenho dos chamados bens duráveis, com alta de 20,3%, impulsionada pelo aumento da produção de veículos - após meses de fraco dinamismo, demissões e férias coletivas em montadoras. Foi a maior alta desde janeiro de 2009, quando havia sido de 26,1%.

Também ajudou a retomada da produção de bens de capital (máquinas e equipamentos na produção de bens, na infraestrutura e na oferta de serviços, como transporte). A categoria apresentou alta de 16,7%, o melhor resultado desde janeiro deste ano.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comentou que o aumento na produção industrial em julho é uma indicação de que a atividade econômica no segundo semestre vai se recuperar. O ministro voltou a negar o quadro de recessão da economia no primeiro semestre. "A economia não está parada e não está em recessão. Teve problemas passageiros no primeiro semestre, e no segundo semestre vamos em direção a uma gradual melhoria", disse o ministro.

 No PIB

A ligeira recuperação veio após o baixo desempenho do PIB, que caiu 0,6% segundo trimestre. Como o resultado do primeiro trimestre foi revisado para queda de 0,2% (contra alta de 0,2% informado anteriormente), segundo parte dos economistas, o país entrou em recessão técnica.

A indústria e os serviços ditaram o tombo do PIB do primeiro para o segundo trimestre, com quedas de 1,5% e 0,5%, respectivamente.

Sob o prisma da produção, a indústria sente os reflexos do menor consumo e a competição cada vez maior com produtos vindos do exterior.

Até mesmo os serviços, que sustentavam o PIB, já mostraram contração na esteira da crise da indústria (que contrata serviços de transporte, consultorias, empresas de terceirização e outros) e do consumo dos lares do País.

 

Fonte: Folhapress