Goiás amplia participação no PIB industrial do País

Estado eleva fatia no PIB em 0,5 ponto porcentual entre 2001 e 2011. Na geração de emprego, avanço foi de 0,6 ponto entre 2003 e 2013

Onze dias após as eleições, a Petrobras anunciou um reajuste dos preços da gasolina e do diesel nas refinarias . O aumento entrou em vigor à zero hora de hoje. A gasolina subiu 3%, e o diesel, 5%. Mas sobre o aumento anunciado, não incluem os tributos federais Cide e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS. A expectativa é de que o preço nas bombas, que é livre, deverá ser reajustado à medida que novos estoques de combustíveis cheguem aos postos.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto), José Batista Neto, acredita que o aumento de 3% da gasolina pode não chegar às bombas de combustíveis. "Minha expectativa é que as distribuidoras absorvam esse aumento e não repassem isso para os postos, para que não tenhamos que reajustar os preços para os consumidores." Mas se houver algum aumento, diz, só ocorrerá no início da próxima semana. Isso porque, até lá, "os postos irão trabalhar com seus estoques", pondera.

Para o proprietário de um posto de Goiânia, que não quis se identificar, é difícil prever agora o impacto do reajuste para o consumidor. Ele antecipa, porém, que o aumento será repassado. "Talvez isso demore de um a dois dias, a depender do estoque de cada posto. Mas dificilmente não acontecerá."

A expectativa é que o impacto para o consumidor seja entre 2%e 4% nos preços praticados pelos postos de gasolina de todo o País. Mas se o aumento de 3% for integralmente repassado ao consumidor, o impacto na inflação será de 0,06 ponto porcentual em 30 dias após a entrada em vigor. O teto da meta de inflação para o ano é de 6,5% - em 12 meses até setembro, o índice acumulado é de 6,75%.

O reajuste havia sido autorizado pelo ministro Guido Mantega (Fazenda), em reunião do Conselho de Administração da estatal, na terça-feira. Na ocasião, não houve acerto sobre o preço.

Segundo Adriano Pires, presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), o aumento não produzirá efeito significativo sobre as perdas acumuladas ao longo do ano pela estatal - que importava o combustível por um preço maior do que revendia no Brasil. Para reverter esse prejuízo até o final do ano, os reajustes precisariam ter sido de 20% para a gasolina e para o diesel.

SIMBÓLICO

O governo optou por dar o que foi chamado internamente de "aumento simbólico" para os combustíveis com dois objetivos. Primeiro, evitar grande impacto na inflação neste final de ano, buscando fazer com que o IPCA estoure o teto da meta.

Em segundo, para sinalizar ao mercado que o governo deseja fortalecer a Petrobras e praticar uma política de preços no segundo mandato mais realista. A estatal passa por dificuldades de caixa e enfrenta o escândalo revelado pela Operação Lavo Jato da Polícia Federal.

As ações preferenciais da empresa, as mais negociadas, acumulam desvalorização de 17,7% no ano.

O governo também levou em conta que, com a redução recente do preço da gasolina no mercado externo, os preços domésticos não estão mais defasados.

 

Fonte: O Popular