Indústria goiana registra 2º maior avanço do País

Em novembro, o setor cresceu 7,4% em relação ao mesmo período do ano passado, apontou pesquisa do IBGE

Puxado pelo setor de produtos alimentícios e de derivados do petróleo e biocombustível, a produção industrial goiana cresceu 7,4% em novembro, ante o mesmo período do ano passado.

Com esse resultado, Goiás ficou com a segunda colocação entre os Estados que mais avançaram no mês, e também ficou bem acima do índice nacional que registrou um recuo de -5,8% na mesma base de comparação.

Por outro lado, a produção goiana recuou -0,1% em relação a outubro, enquanto o País também sofreu variação negativa de -0,7%. Já no acumulado do ano, Goiás soma um crescimento de 2,3%, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A indústria foi impulsionada pelo setor de produtos alimentícios (13,4%), influenciado, especialmente, pela maior produção de tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja.

As demais contribuições positivas vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (22,2%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (15,8%) e de metalurgia (14,7%), explicadas, em grande parte, pelo aumento na produção de álcool etílico e biodiesel, no primeiro ramo; de automóveis, no segundo; e de ouro, no último.

Em sentido oposto, os setor que mais pressionou a produção no Estado foi o de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-18,6%), que assinalou o principal impacto negativo sobre a média da indústria, em grande medida, pela menor fabricação de medicamentos.Os demais recuos observados vieram dos outros produtos químicos (-17,3%) e em indústrias extrativas (-8,4%).

Brasil

A produção industrial diminuiu em 7 dos 14 locais pesquisados IBGE, em novembro na comparação com outubro. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, divulgada ontem.

Em São Paulo, região mais industrializada do país, a produção teve queda de 2,3% no período. Outras retrações importantes ocorreram no Amazonas (-4,0%), Minas Gerais (-2,6%), e Santa Catarina (-1,9%).

Ceará (-1,2%) e Rio Grande do Sul (-0,9%) também registraram quedas mais intensas do que a média nacional (-0,7%), enquanto Goiás (-0,1%) completou o conjunto de locais com índices negativos em novembro de 2014.

Por outro lado, Pernambuco (5,3%), Rio de Janeiro (2,5%) e Espírito Santo (1,7%) mostraram os maiores avanços, enquanto Nordeste (1,0%), Paraná (0,9%), Pará (0,8%) e Bahia (0,6%) tiveram expansões mais moderadas.

 

Fonte: O Hoje