Governo prepara guia para população economizar energia em até 30%

O documento deve ser lançado nos próximos dias e poderá ser acessado pela internet

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse nesta quarta-feira (11) que o governo vai disponibilizar à população um guia com medidas para gerar uma economia de energia de até 30%. De acordo com ele, o documento deve ser lançado nos próximos dias e poderá ser acessado pela internet.

Braga voltou a negar que, no momento, o país esteja sob risco de racionamento. De acordo com ele, há previsões indicando que o volume de chuvas nas próximas semanas será suficiente para elevar o nível dos reservatórios das hidrelétricas a um patamar que garanta o fornecimento de energia ao longo de 2015.

Prédios públicos

Ele informou ainda que deve ser publicada amanhã no Diário Oficial da União uma portaria do Ministério do Planejamento com orientações para todos os prédios públicos do governo federal visando o uso racional de eletricidade e da água.

"Há uma instrução para todos os prédios públicos federais para que possamos economizar energia e economizar água", disse Braga. "Pretendemos chegar aos 30% de economia."

Geração distribuída

O ministro de Minas e Energia ainda informou que, durante reunião com a presidente Dilma Rousseff na tarde desta quarta, foi decidido que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai elaborar uma proposta de estímulo ao uso, em todo o país, da chamada de energia distribuída.

Essa eletricidade é produzida por indústrias e outras empresas, como shoppings, que possuem geradores próprios, movidos a combustíveis como óleo e gás natural.

De acordo com Braga, a ideia é que essas empresas, ao invés de gerarem apenas para consumo próprio, passem a acionar esses equipamentos também para fornecer energia para a rede comum de energia, que chega às residências e ao comércio.

A estimativa, disse o ministro, é que em todo o país essas empresas tenham capacidade de adicionar ao sistema elétrico cerca de 300 MW (megawatts) médios por mês.

"Eles [empresas] usam hoje esses geradores, em média, por três horas [ao dia]. Poderão estender isso por mais três horas e terão compensação", disse Braga a jornalistas, em Brasília. Ele negou que haverá subsídio ao setor, mas não deu detalhes de como será essa compensação.

Segundo o ministro, a energia desses geradores vai substituir pelo menos parte da que hoje é comprada pelas distribuidoras no chamado mercado à vista, onde elas recorrem quando, para atender aos consumidores, precisam de mais eletricidade do que têm sob contrato.

O ministro afirmou que o insumo será pago pelos consumidores via conta de luz, mas negou que haverá novo aumento nas tarifas. Segundo ele, o custo de produção não supera o valor pago pelas distribuidoras no mercado à vista.

Fonte: G1