Mulheres da Força aprovam Marcha contra MPs 664 e 665

O Dia Internacional da Mulher é 8 de março, mas Sindicatos, Federações, Instâncias Estaduais e a Nacional da Força Sindical vão realizar comemorações durante todo o mês

A Força Sindical realizou, nesta sexta-feira (6), a abertura do 'Março Mulher', na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (SinSaudeSP). O ato, organizado pela Instância Estadual-SP da Central, contou com a participação de centenas de mulheres de diversas categorias filiadas à Força.

O Dia Internacional da Mulher é 8 de março, mas Sindicatos, Federações, Instâncias Estaduais e a Nacional da Força Sindical vão realizar comemorações durante todo o mês.

Helena Ribeiro, secretária estadual de Políticas para as Mulheres da Força Sindical-SP, ressalta que o objetivo é debater questões relacionadas às mulheres e fortalecer a luta para manter e ampliar direitos. "Quando as mulheres se unem, e participam do dia a dia da entidade sindical, é possível fortalecer nossas reivindicações por respeito e valorização da mulher enquanto ser humano", disse a sindicalista.

Maria Auxiliadora, secretária nacional de Políticas para as Mulheres da Força Sindical, fez uma convocação à Plenária para uma Marcha, no encerramento das atividades do 'Março Mulher', no dia 30, para pedir a revogação das MPs 664 e 665, que dificultam o acesso dos trabalhadores e trabalhadoras aos benefícios trabalhistas e previdenciários, entre os quais seguro-desemprego, abono salarial, seguro-defeso, pensão por morte, auxílio-doença e auxílio-reclusão. "Vamos às ruas sensibilizar a sociedade e pressionar o governo para que estas medidas, que afetam ainda mais as mulheres, sejam derrubadas", afirmou.

Danilo Pereira, presidente da Força-SP, comemorou a organização do encontro e ressaltou que "essa mobilização é mais uma demonstração de que a Central está unida na luta pela manutenção e ampliação dos direitos das mulheres".

Eufrozino Pereira da Silva, secretário-adjunto da Secretária de Relações de Trabalho e Emprego do Estado de SP, enfatizou o poder e a força de mobilização das mulheres para conquistar direitos. "É papel do Estado garantir segurança a todos, em especial às mulheres, e coibir práticas de violência contra as mulheres".

O tesoureiro do SinSaudeSP, José Baía de Lima, agradeceu em nome do Sindicato a oportunidade de sediar o Encontro que marca o início das atividades do 'Março Mulher', e lembrou que "Homens e Mulheres devem caminhar juntos para, assim, aumentar as conquistas de todos".

Neusa Barbosa, secretária-adjunta da Mulher da Força-SP, disse que ao longo dos anos as mulheres avançaram muito dentro do movimento sindical. "O dia a dia das mulheres é de luta em todos os segmentos da sociedade", completou.

Cláudio Prado, secretário de Relações Sindicais da Central em São Paulo, disse que "durante o mês de março as mobilizações das mulheres são mais notadas, mas ao longo do ano elas estão envolvidas nas principais mobilizações em prol da garantia de direitos".

Ruth Coelho, secretária nacional de Direitos Humanos e Cidadania, alertou que não há muito o que comemorar, mesmo com os avanços ao longo do tempo, já que as mulheres ainda são muito discriminadas no ambiente de trabalho, ganham menos do que os homens e sofrem constantes violências domésticas. "Nossa luta é permanente e não podemos nos acomodar".

Maria de Fátima, diretora jurídica do SinSaudeSP, ressaltou que há mais de 25 anos atua no movimento sindical e, desde o início, travou uma luta incansável para fazer valer sua voz e opinião no sindicalismo. "Hoje devemos estar atentas e unidas para coibir qualquer tipo de preconceito contra nós".

Maria Euzilene (Leninha) secretária-adjunta das Mulheres da Força Sindical Nacional, destacou a capacidade de negociação, mobilização e organização das mulheres no movimento sindical. "Hoje estamos nas portas de fábricas mobilizando as categorias e nas reuniões com os patrões para lutar por mais direitos".

Valclécia Trindade, 2ª secretária da Força Sindical, convocou as mulheres a assumirem um compromisso de unir esforços para barrar as medidas que retiram direitos dos trabalhadores. "Temos um time forte de mulheres. E temos a obrigação de manter uma atuação combativa na luta por mais direitos".

Palestras
As participantes do Encontro acompanharam palestras sobre: "Violência Contra a Mulher: Ações Protagônicas e seus Resultados", com a educadora Maria de Fátima Angelo;  "Reflexos da Medida Provisória 664 na Vida das Mulheres", com a desembargadora Ivani Contini Bramante, do Tribunal do Trabalho 2ª Região; e "Os Impactos da Violência contra a Mulher no Mercado de Trabalho", com Camila Ikuta, da subseção do Dieese na Força Sindical.

 

Fonte: Força Sindical