Como ter um bom comportamento

Com relação aos clientes, a etiqueta profissional pode fazer toda a diferença

Obrigado, por favor, com licença. Essas são algumas "palavras mágicas" ensinadas na infância e que podem fazer diferença para quem quer se destacar na carreira. De acordo com especialistas, isso e uma série de outros comportamentos polidos, que compõe regras de convívio, fazem parte do que é conhecido como etiqueta profissional ou empresarial.

Segundo a consultora de Marketing e estrategista em Personal Branding (Marca Pessoal) e Imagem, Fernanda Parreira Menezes, esse conjunto de regras proporciona uma melhor convivência no trabalho e é indispensável a todo e qualquer tipo de profissional, independente do cargo que ocupe.

Com relação aos clientes, a etiqueta profissional pode fazer toda a diferença, especialmente se o objetivo for a venda de algum produto ou serviço. O mercado tem se tornado cada vez mais competitivo e obriga as empresas a oferecerem atrativos que sejam capazes de superar as expectativas de seu público, explica Fernanda.

Diferencial

Os empregadores estão exigindo cada vez mais de seus colaboradores regras de convívio, habilidades e posturas.

Um estudo realizado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostra - por exemplo - que dois terços das demissões nas empresas são causadas por falta de etiqueta profissional, especialmente quanto a dificuldades de relacionamento com os colegas.

Já uma pesquisa da Revista Você S/A mostrou que 88% dos profissionais atentos às regras de etiqueta têm mais chances de crescer e se darem bem na carreira do que outro.

De acordo com a especialista em Gestão de Pessoa e Carreiras Carmen Silva Carvalho, isso explica porque pessoas altamente profissionais e competentes no que fazem acabam sendo demitidas e outras, nem tão competentes assim, permanecem e conseguem as melhores oportunidades para o crescimento de sua carreira. "Pessoas que não têm uma boa habilidade para criar relacionamentos acabam tendo menores chances de sucesso", argumentou.

Constrangimentos

Mas não é só o que o colaborador diz que determina seu bom comportamento no trabalho. Conforme Carmen, todas as formas de comportamento do profissional - sua postura e linguagem corporal - também contam nessa questão. "Uma mulher que fala bem, atende bem seus clientes e é competente em suas atividades peca contra a etiqueta profissional quando não sabe se sentar usando uma saia, por exemplo."

Conforme Fernanda Menezes, tudo que causa constrangimento e desconforto é um desvio de etiqueta. Assim, fofocas e intrigas, reclamações constantes, desrespeito aos colegas e superiores, falta de compromisso com resultado e horários, vestimentas inadequadas, uso do celular a todo instante para ligações pessoais e até mesmo a constância nas redes sociais durante o expediente podem ser considerados uma falta de educação dentro do ambiente corporativo.

Por outro lado, ações contínuas que fazem as pessoas lembrarem positivamente de um profissional são sempre bem-vindas no trabalho e em qualquer outra dimensão da vida. Segundo Fernanda, nessa questão inclui-se iniciativa própria, preocupação com o resultado da empresa, assiduidade, controle emocional, cortesia e assim por diante.

O ideal é tentar enxergar o outro como uma extensão de si mesmo. "De nada adianta ser um profissional que sabe lidar bem com os talheres em um almoço de negócios se debocha dos outros na hora do cafezinho, criticando a aparência do colega", frisa Carmen Carvalho.

 

Fonte: O Popular