Inflação de 2,59% eleva custo de vida dos goianienses

Energia elétrica, passagem de ônibus e almoço a peso foram produtos/serviços que mais influenciaram o índice

A empregada doméstica Amélia de Oliveira, 42, utiliza quatro ônibus por dia e sentiu no último mês o peso no bolso com o aumento da passagem do transporte público. "Se fosse só o ônibus que tivesse sofrido aumento ainda era possível administrar os gastos. Mas, o preço da energia, as compras no supermercado, tudo está muito caro", afirma. 

Como apresentado em meses anteriores, morar em Goiânia está cada vez mais caro. Em março, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) fechou em 2,59%, bem acima de 1,55% que havia sido registrado em fevereiro, o que gerou um acumulado do primeiro trimestre do ano a 6,03%. 

De acordo com o levantamento mensal feito pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos da Secretaria de Gestão e Planejamento (IMB / Segplan), os grupos de habitação, com alta de 7,69%, transportes com elevação de 5,04% e alimentação com alta de 0,83%, foram os que mais contribuíram para a alta do indicador e juntos responderam por 88% da inflação. 

Os produtos e serviços que mais influenciaram o índice foram energia elétrica, alta de 29,56%, passagem de ônibus urbano (8,91%), que foi o reajuste residual decorrente do mês anterior; almoço a peso (3,90%); água e esgoto (2,65%) e gás de cozinha (1,83%). Dos 205 produtos/serviços pesquisados pelo IMB/Segplan mensalmente, 100 apresentaram elevação de preços, 33 ficaram estáveis e 72 tiveram variação negativa.

Cesta básica

O recuo nos preços dos alimentos em março influenciou, consequentemente, para o retrocesso do custo da cesta básica na capital, que apresentou queda de 1,17% em relação ao mês de fevereiro, saindo de R$ 283,03 para R$ 279,71. Mesmo com a queda, o índice já registra alta de 4,32% no acumulado do ano. 

 Dos 12 itens que compõem a cesta básica, cinco tiveram redução de preço, um ficou estável e os outros seis registraram aumento. Dentre os produtos que mais registraram alta de custos ao consumidor destacaram-se a margarina (4,87%), o café (4,57%) e o óleo de soja (4,15%). As principais quedas de preço foram verificadas nas frutas (-5,90%), carne (-3,22%) e arroz (-1,68%).

 

Fonte: O Popular