Como fugir dos preços altos

Vale tudo na luta para economizar, desde substituir produtos, aproveitar combos até trocar marcas

Além de repensarem suas compras para driblar a inflação, que já acumula alta de 6,68% no ano, os consumidores goianos têm mudado hábitos e usado estratégicas para economizar na hora da compra no supermercado ou feira. O casal de empresários Vilmar Gomes e Tatiana Rodrigues possui um restaurante e a saída encontrada para poupar foi a troca de produtos.

"Nesse momento de inflação em alta verificamos a opção de produto que traz preço menor. Quando a batata está mais cara, levamos a banana. Se o preço do tomate foi influenciado, servimos a salada misturada com repolho ou alface".

Segundo o consultor e presidente do Instituto Transformador de Empreendedorismo, Maurício Seriacopi, quando se fala em crise é preciso observar se os estabelecimentos comerciais não estão aproveitando para elevar os preços e obter um rendimento maior.

E é por isso que antes de ir às compras a dona de casa Fernanda Botelho analisa qual dos três supermercados que ela frequenta está oferecendo preços mais atrativos. "Cada dia que vamos ao supermercado, os produtos apresentam preços diferentes. Por isso, procuro comprar no dia de ofertas, comprar carne no "dia da carne". Mas, só pego promoções de locais que conheço, pois sei que são confiáveis. Além disso, tenho feito substituições de marcas de óleo, café e outros alimentos", compartilha.

Substituição

A educadora financeira da Dsop, Dayane Godinho, explica que a substituição de produtos é apenas uma das maneiras para economizar na hora das compras. Ela afirma que os consumidores podem iniciar a economia antes mesmo de sair de casa (veja quadro).

"Em tempos de crise as famílias precisam dessas estratégias para poupar. Fazer uma lista de compras, por exemplo, evita gastos supérfluos no supermercado. Bem como verificar as promoções que realmente possuem preços vantajosos. A educação financeira necessita de paciência e de pesquisa," orienta Dayane.

O advogado Clever da Silva e sua esposa, a auxiliar jurídico Juliana Martins Mendonça, não fazem compras sem aproveitar as promoções. Mas, quando elas não são compensativas, eles recorrem às substituições de produtos.

"Gastamos R$ 1.200 por mês com compras e não temos o hábito de fazer uma lista antes de sair de casa. Mas se não fosse essas técnicas, o valor superaria R$ 1.500. Além de trocarmos a carne bovina pela suína, se essa estiver mais barata, também mudamos de marcas. Nessa luta, vale tudo", frisa o casal.

Como aproveitar

Para Maurício Seriacopi, o consumidor pode aproveitar os momentos de crise para repensar seus hábitos. Para ele, o essencial era que as pessoas já tivessem revisto seus costumes antes da crise, pois assim agiriam com naturalidade quando precisassem substituir um produto.

"Nós brasileiros temos dificuldades de nos acostumarmos com as mudanças repentinas. É importante que as pessoas aprendam que podem criar mudanças de hábitos não só por causa das dificuldades. E que isso comece a tornar rotina para conseguir controlar o cenário e driblar a inflação", afirma.

 

"Troquei as marcas que estava acostumada a utilizar por outras, da mesma qualidade, mas com preços inferiores. Consegui uma economia de 10% no orçamento." 
Fernanda Botelho, dona de casa

 

Fonte: O Popular