MOBILIZAÇÃO POR DIREITOS

Ajuste leva Centrais a marcar um dia nacional de paralisação

Em plenária realizada segunda-feira passada, a Força Sindical e as demais centrais decidiram deflagrar manifestações em todo País, no dia 29 de maio. Será o 'Dia Nacional de Paralisações e Protestos', conforme decisão tomada pelos dirigentes das entidades na sede da UGT, em São Paulo.

Os sindicalistas reafirmaram a necessidade de intensificar a unidade de ação e observaram que cabe aos trabalhadores pressionarem os parlamentares para rejeitar as medidas provisórias (MPs) 665 (agora no Senado) e a MP 664 (a ser apreciada na Câmara).

Informação
Também foi tirado um encaminhamento que visa a informar estas resoluções aos dirigentes sindicais de diferentes categorias filiados às Centrais Sindicais - Força Sindical, CUT, UGT, CTB, Nova Central, Intersindical, Conlutas e CGTB.

Nesta terça-feira, dia 12, o presidente da Força, Miguel Torres, se encontrará com o presidente do Senado, Renan Calheiros, para negociar a derrubada da MP 665, que limita o acesso dos empregados ao seguro-desemprego, abono salarial, seguro-defeso, entre outros. A MP 665 foi aprovada pelos deputados na semana passada e já está em tramitação no Senado.

Tática
Na reunião, os dirigentes das centrais definiram que vão centrar fogo na revogação das medidas provisórias, que limitam o acesso das pessoas aos benefícios trabalhistas e previdenciários, como o seguro-desemprego, abono salarial, seguro-defeso, pensão por morte, auxílio-doença e auxílio-reclusão, assim como vão mobilizar os trabalhadores para combater o ajuste fiscal, regulamentar a terceirização e defender a democracia.

 

Fonte: Força Sindical