Hortifruti 63% mais caro em Goiânia

Variação foi registrada na Ceasa nos últimos 30 dias. Nos supermercados, verdurões e feiras da capital, preços ainda sofrem acréscimo de 30%

O preço do tomate tem assustado a dona de casa Maria Cristina de Souza. "Na semana passada, paguei R$4,50 no quilo, hoje fui ao supermercado e estava R$6,99. Já não faço mais salada só de tomate. Misturo com repolho, por exemplo, ou ele nem faz parte da refeição", diz.

Porém, não é apenas o tomate que vem assombrando o bolso do goianiense. De acordo com a Centrais de Abastecimento do Estado de Goiás (Ceasa-GO), outros nove hortifrutis, pelo menos, apresentaram altas significativas nos últimos 30 dias (veja quadro). Na média, comprar esses produtos está 63,63% mais caro na capital.

A vagem, por exemplo, passou de R$2,85 para R$9,28, alta de 225% no quilo. Já o chuchu e o pepino ficaram 100% mais caros. Contudo, esses são os valores das cotações da Ceasa, o que significa que nos supermercados e nas feiras os hortifrutis ainda ficam 30% mais caros, em média, de acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Hortifrutis Granjeiros de Goiás, Lourival dos Santos.

Justificativa

Lourival explica que o período chuvoso tem influenciado negativamente a colheita de alguns produtos como o tomate, e a consequência é queda no rendimento e aumento nos preços. Conforme publicado anteontem no site do POPULAR, produtores já estimam queda de 30% na produção da safra atual de tomate, na comparação com o mesmo período do ano passado.

No caso da vagem, a chuva e o frio, além de não deixar a planta se desenvolver, contribuem para o surgimento de um fungo que mofa a hortaliça com rapidez, o que gera a escassez do produto. A entressafra da batata, cebola e cenoura, eleva os preços porque surge a necessidade de importação desses alimentos.

"Estamos vivendo um clima atípico em maio, com chuvas e temperaturas baixas na primeira quinzena do mês. Além disso, outro fator de influência é o preço dos insumos que sofreram elevação pela alta do dólar. Tudo isso influencia o custo e a produtividade desses alimentos e a consequência são valores maiores", afirma o gerente técnico da Ceasa, Josué Lopes Siqueira.

 

Fonte: O Popular