Goiás em alerta contra a febre amarela

Estado já registrou só este ano 5 casos e 3 mortes. SES chama atenção pra quem for viajar para regiões de rios e lagos

Após o recente caso de febre amarela registrado em Alexânia - leste do Estado - o quinto no Estado este ano, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) tomou uma série de medidas de prevenção à doença. Por causa do feriado, o órgão faz um apelo para que a população tome medidas de prevenção contra a doença, especialmente as que forem se deslocar para regiões de rios e lagos. Dos cinco casos registrados em 2015, três resultaram em morte. No entanto, apenas um teve a febre amarela como causa confirmada. Os demais óbitos seguem sendo investigados.

A febre amarela é uma doença infecciosa grave e segundo secretário Leonardo Vilela a SES está em alerta porque esta é uma doença cíclica e registra epidemias em intervalos aproximados de cinco a sete anos. "Nós temos que lembrar que Goiás é uma área endêmica, ou seja, uma área onde ocorrem novos casos de febre amarela. O último surto que nós tivemos foi em 2007/2008. Portanto, nós estamos em alerta porque epidemiologicamente nós poderemos ter em 2015 um novo surto", esclarece. No intervalo 2007/2008 aconteceram 24 notificações e 16 mortes.

De acordo com a SES, o vírus da febre amarela mata entre 40 e 60% das vítimas, daí a preocupação. A melhor forma de prevenção é a vacinação que leva cerca de dez dias para que o organismo produza anticorpos contra o vírus causador da febre amarela. O secretário, Leonardo Vilela, alerta que outros cuidados podem ser tomados, segundo ele, é importante que as pessoas ainda não imunizadas evitem regiões de lagos e rios em zonas rurais, já que a maioria dos casos aconteceu neste tipo de ambiente, habitat do mosquito transmissor.

O secretário recomenda que as pessoas tentem se prevenir "utilizando-se roupas de mangas compridas, calças compridas, usando repelentes, usando telas (em janelas), mosquiteiros, evitando entrar em matas, principalmente ao amanhecer e ao entardecer que é o período de maior atividade do mosquito", orienta.

 

Força-tarefa

Em Alexânia, foi montada uma força-tarefa para que os moradores ainda não imunizados se vacinem. Além de reforçar a equipe de saúde e a quantidade de vacina nos postos de saúde, carros de som convidam os moradores a procurarem a prevenção. Isso acontece também na zona rural, no por meio de postos de vacinação volante. O secretário explicou que alguns grupos populacionais devem vacinar apenas mediante orientação médica. Entre eles estão gestantes, imunodepressivos, pessoas com histórico de reação a ovo e portadores de doenças autoimunes como lúpus e artrites reumatóides. A vacina deve ser tomada uma vez, e após dez anos um reforço deve ser ministrado

Existem dois tipos da enfermidade, a silvestre, transmitida pela picada do mosquito Haemagogus e a urbana, transmitida pela picada do Aedes aegypti- também transmissor da dengue, no entanto esta é mais rara. "Seria muito grave uma epidemia, ou um surto epidêmico urbano. Felizmente os casos que nós temos todos eles ocorreram em zonas rurais", avalia ressalta.

Os sintomas mais comuns da febre amarela são parecidos com os da dengue hemorrágica: vômitos, febre alta persistente, ecterícia (cor amarelada do corpo), diarreia, dores no corpo e forte desânimo. Como se trata de doença causada por vírus não há tratamento para a doença, apenas para os sintomas.

 

Fonte: O Hoje