Contrato de aluguel com aniversário em julho vai subir 5,59%

Na prática, um contrato de aluguel de R$ 1.000 mensais vai subir para R$ 1.055,90

A inflação do aluguel, medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), acelerou a alta em junho deste ano, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas). O indicador subiu 0,67% neste mês. Em maio, o índice variou 0,41%. Em junho de 2014, a variação foi de -0,74%.

O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, entre 0,62% e 0,69%, mas acima da mediana de 0,65%.

Para os contratos com aniversário neste mês, o reajuste será de 5,59%, que é a alta acumulada pelo indicador nos últimos 12 meses. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Na prática, um contrato de aluguel de R$ 1.000 mensais, com vencimento em julho (a ser pago no final do mês de junho ou início de julho), terá um aumento de R$ 55,90 ao mês (referente aos 5,59%), passando para R$ 1.055,90.

O novo valor deve ser válido para o período entre julho deste ano e junho de 2016 ou até o encerramento previsto no contrato.

Indicadores

O IGP-M é a média aritmética ponderada de três outros índices de preços: IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), com 60%; IPC (Índice de Preços ao Consumidor), com 30%; e INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), com 10%.

O IPA apresentou taxa de variação de 0,41%. No mês anterior, a taxa foi de 0,30%. O índice relativo aos Bens Finais variou 0,60%, em junho. Em maio, este grupo de produtos mostrou variação de 0,50%. Contribuiu para este avanço o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de -2,62% para 1,80%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,51%. Em maio, a taxa foi de 0,95%.

O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 0,36%. Em maio, a taxa foi de 0,81%. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 0,92% para 0,30%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,39%, ante 0,79%, em maio.

No estágio inicial da produção, o índice do grupo Matérias-Primas Brutas variou 0,24%, em junho. Em maio, o índice registrou variação de -0,60%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: soja (em grão) (-4,07% para -0,44%), aves (-3,60% para 0,98%) e suínos (-6,18% para 6,98%). Em sentido oposto, destacam-se: cana-de-açúcar (1,10% para -0,72%), bovinos (0,87% para -0,26%) e algodão (em caroço) (11,53% para 1,95%).

O IPC registrou variação de 0,83%, em junho, ante 0,68%, em maio. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Despesas Diversas (0,87% para 5,47%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item jogo lotérico, cuja taxa passou de 2,76% para 49,37%.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos:

- Alimentação (0,67% para 0,98%);

- Transportes (0,14% para 0,28%);

- Educação, Leitura e Recreação (0,44% para 0,82%); e

- Comunicação (-0,04% para 0,25%).

Nestas classes de despesa, os destaques foram: frutas (-5,24% para -2,31%), gasolina (-0,61% para 0,30%), passagem aérea (-2,47% para 12,67%) e tarifa de telefone residencial (-0,86% para -0,04%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (1,48% para 0,79%), Vestuário (1,17% para 0,37%) e Habitação (0,75% para 0,70%). Nestas classes de despesa, destacaram-se: medicamentos em geral (3,35% para 0,42%), roupas (1,29% para 0,41%) e tarifa de eletricidade residencial (1,78% para 0,49%), respectivamente.

O INCC registrou, em junho, variação de 1,87%, acima do resultado de maio, de 0,45%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,47%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,67%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 3,16%. No mês anterior, este índice registrou taxa de 0,24%.

 

Fonte: R7