Hugol promete humanização

Inauguração está prevista para as 10 horas. Unidade deverá complementar atendimento de urgência com o Hugo

Goiânia recebe hoje o Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol), na Região Noroeste. A inauguração está prevista para as 10 horas, com presença do ministro da Saúde, Arthur Chioro.

A nova unidade da Secretaria Estadual de Saúde (SES) deverá complementar e ampliar o atendimento prestado atualmente pelo Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). A promessa é desafogar gargalos da rede pública como queimaduras graves, traumatologia pediátrica e urgências clínicas, ou seja, infartos, crises cardíacas, acidente vascular cerebral e falência renal.

Outro objetivo é oferecer um atendimento mais humanizado. Esqueça aquela imagem com paredes brancas ou cinzas que remetem à frieza e aridez do ambiente hospitalar. O Hugol é cheio de espaços acolhedores, como jardins de inverno entre os blocos e uma capela ecumênica com painel de vitrais doado pela artista plástico goianiense Duda Badan.

A enfermaria pediátrica, no primeiro andar da unidade, tem paredes cobertas por desenhos infantis e coloridos. As crianças também contam com UTI específica.

Entre as ações pensadas para humanizar o atendimento, o secretário de Saúde, Leonardo Vilela, cita a iluminação natural da UTI, para "o paciente que ficar internado por dias ter noção se é dia ou se é noite". Outro diferencial são os 22 carrinhos térmicos que levarão alimento na temperatura correta aos leitos distribuídos nos seis andares do hospital. "O que é quente permanecerá quente, o que é frio continuará frio até chegar ao último paciente. São pequenos detalhes que fazem uma grande diferença", garante.

Além do atendimento de urgência e emergência, a nova unidade contará ainda com consultórios de 16 especialidades médicas, mas apenas para atender retorno de pacientes ou aqueles que apresentarem algum problema pós-cirúrgico.

O superintendente executivo da SES-GO, Halim Girade, esclarece que os pacientes não serão atendidos diretamente no Hugol, com a marcação de consultas e cirurgias. O atendimento ambulatorial deve ser prestado pelos Centros de Atendimento Integrado à Saíde (Cais).

Por ser uma unidade de alta complexidade, o Hugol é um hospital de porta regulada. Para ser atendido, o paciente deverá passar pelo sistema de regulação estadual ou municipal (veja quadro).

Entre as novidades está o fato do complexo contar com um banco de coleta e transfusão de sangue próprio. Na última semana, voluntários procuraram a unidade para doar sangue. Segudo a SES, o estoestá apto a atender a demanda a partir de hoje.

Custos

Toda essa estrutura terá um custo mensal de R$ 15 milhões mensais. De acordo com Leonardo Vilela, inicialmente esse valor será bancado pelo Estado, com uma ajuda do governo federal. "Há um compromisso para que essa participação federal aumente no próximo ano", explicou.

A administração do Hugol está a cargo da Organização Social Agir, mesmo grupo responsável pela administração do Crer. Leonardo Vilela defendeu o modelo de gestão da saúde estadual, por meio de organizações sociais (OSs). "Nós só atingimos esse nível de excelência graças às OSs, que tem administração mais ágil e desburocratizada."

 

Fonte: O Popular