Consumidores questionam taxa de doação filantrópica em conta

O que é cobrado diz respeito à apuração de indicadores de continuidade

Além do aumento da tarifa de energia, consumidores goianos reclamam que encontraram uma taxa cobrada referente a doações filantrópicas. A publicitária Fernanda Oliveira, 45, mora em Aparecida de Goiânia e afirma que em sua fatura a taxa é de R$ 87,48. No caso do garçom Acássio Costa, 31, que mora no Residencial Santa Fé, na capital, o valor é de R$ 30,65.

Os consumidores querem saber se essa taxa é cobrada como um adicional na fatura e se a Celg D tem realizado doações para entidades filantrópicas. "Fui alertado por um amigo e verifiquei a taxa na minha fatura. É um texto confuso e a descrição não explica nada. Se há doações para entidades, gostaria de saber quais são os beneficiados e porque cobra dos consumidores", diz Acássio.

O gerente do departamento de gestão comercial da Celg D, Mário Zeidler, explica que foi gerada uma confusão em relação às informações disponibilizadas na tarifa de energia. O que é cobrado diz respeito à apuração de indicadores de continuidade (veja quadro). "O texto sobre entidades filantrópicas é direcionado para clientes que realizam doações, conforme determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)".

Sendo a Aneel, o regulamento da agência solicita que as cobranças de atividades acessórias à prestação do serviço de distribuição de energia elétrica sejam informadas na fatura. A prestação e a cobrança de atividades acessórias estão condicionadas à prévia solicitação do titular da unidade consumidora ou seu cônjuge, por escrito ou por outro meio em que possa ser comprovada.

"A informação é só para consumidores que pagam esse tipo de cobrança. Caso o consumidor verifique que está pagando um serviço que não contratou, ele deverá recorrer à ouvidoria da distribuidora. Caso não seja atendido ou receba uma informação insatisfatória, o consumidor poderá recorrer à ouvidoria da ANEEL por meio do telefone 167", diz a nota da Aneel.

 

"Se há doações para entidades, gostaria de saber quais são os beneficiados e porque cobra dos consumidores."
Acássio Costa, garçom

 

 

Fonte: O Popular