Dieese e Força Sindical mostram forte redução dos empregos

Setor bancário lucra alto, mas demite 2,7 mil

A subseção do Dieese na Força Sindical divulgou estudo sobre o emprego no País. As admissões em junho atingiram 1.453.335; mês que teve 1.564.534 desligamentos resultando em saldo negativo de 111.199 postos. A fonte é o Caged - Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. No primeiro semestre, o País perdeu 389.533 postos com Carteira assinada.

"Essa síntese permite acompanhar o comportamento do emprego e subsidiar discussões que estão na ordem do dia, como o PPE. O balanço evidencia a urgência da mobilização do sindicalismo por meios de amparo aos trabalhadores que estão perdendo o emprego", afirma a técnica do Dieese, Thamires Silva, responsável pela compilação dos dados.

Setores - Em junho, o recorde de cortes ficou mais uma vez para a indústria de transformação: saldo negativo de 64.228. O setor de serviços, com menos 39.130 mil postos, alterou sua trajetória de geração de vagas dos últimos anos. "Os postos de trabalho perdidos foram nos setores que mais contratam com Carteira assinada, como construção civil, metalurgia e comércio", assinala em artigo o presidente da Força Sindical, Miguel Torres.

Na indústria de transformação, mais demitiram do que contrataram: fabricação de veículos (-7.127 postos), produtos de metal (-6.703), máquinas e equipamentos (-5.763), confecção de vestuário e acessórios (-4.922) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4.272).

Bancos - Os bancos fecharam 2.795 postos de trabalho nos primeiros seis meses, atesta Pesquisa de Emprego Bancário, divulgada pela Contraf-CUT. O estudo é feito com o Dieese e usa como base o Caged. "O Brasil tem muito potencial, precisa de crédito para o desenvolvimento e isso não combina com redução de pessoas", diz o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten.

Lucro - No primeiro trimestre, o lucro dos cinco maiores bancos foi de R$ 19 bilhões. O Banco do Brasil viu seus rendimentos crescerem 117%.

 

Fonte: Força Sindical