Tarifa de ônibus intermunicipal aumentará 7,14%

A Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR) aprovou o reajuste tarifário de 7,14%

Mais um aumento foi anunciado esta semana. Desta vez, serão as passagens de ônibus intermunicipais, que sairão mais caras em Goiás. A Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR) aprovou o reajuste tarifário de 7,14%, publicado no Diário Oficial na terça-feira, que passa a vigorar a partir de 1° de agosto. Porém, as passagens podem ficar ainda mais salgadas este ano, pois as empresas de transporte esperam novo aumento. Isso porque o último reajuste ocorreu em outubro de 2013 e o cálculo que chegou ao porcentual do atual aumento leva em conta a variação de custos do período de julho de 2013 a julho de 2014. Sendo assim, todos os custos que subiram após o período não foram levados em consideração, como a última alta dos combustíveis. "Estamos há dois anos sem aumentar a tarifa e o que será aplicado é referente a um ano atrás", explica o assessor jurídico do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário Intermunicipal e Interestadual de Passageiros de Goiás (Setrinpe), Wilmar Dias da Silva. O cálculo tarifário leva em consideração itens como óleo combustível, lubrificantes, pneus, peças, salário de motoristas, despesas administrativa e tributos.

O Setrinpe calcula que a real variação de preços foi de 15%. "Por enquanto, ainda estão estudando e lutamos para que o novo reajuste ocorra pelo menos até setembro ou outubro. O ideal seria neste mês, já que a data base é julho, mas vamos aguardar o poder concedente." Este futuro acréscimo na tarifa corresponderia ao período de 2015 a 2016, mas Wilmar diz que ainda não é possível prever porcentuais, e as empresas pressionam para que ocorra logo.

 

Em Análise

O conselheiro da AGR, Danilo Guimarães Cunha, explica que um novo reajuste já está em análise e as variações de preços e orçamentos estão em estudo. E que não ainda há data para divulgação. "Infelizmente, a AGR teve de aprovar este aumento, haja vista a finalização desse período, que refletiu nos custos das empresas e chegou ao ponto que não foi possível mais adiar." De acordo com o conselheiro, houve demora, pois é estudada nova metodologia, que levará em conta lei aprovada em novembro. Só que esse novo cálculo não foi usado e ainda não é possível saber se baseará o segundo reajuste.

 

Fonte: O Popular