Pronatec: Uma agenda importante para os Estudantes e Trabalhadores (1)

Pronatec se configura como um conjunto de ações voltadas à educação profissional

No atual desenvolvimento social econômico que o país se encontra, os movimentos sociais devem se fazer cada vez mais presentes nas mobilizações e nas lutas populares, a fim de que suas opiniões  se fortaleçam, frente à disputa política com os setores mais conservadores, fazendo com que suas demandas se incorporem integralmente à agenda pública do Estado brasileiro. Para isso, é preciso uma organização e um empododeramento maior da militância e das lideranças políticas, para que a condução desse desenvolvimento traga frutos satisfatórios para o povo e para a sociedade brasileira.

E dentro da agenda dos trabalhadores e dos estudantes, encontramos uma potencial ferramenta para a construção de uma nova relação de trabalho e para a melhoria do ensino médio do país: o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).

O Pronatec vai trazer grandes oportunidades para a população, além de desenvolver as redes federais de educação profissional e tecnológica, o Sistema S (Sesi, Senai, Senac, Sesc), as redes privadas e as redes estaduais do país.

Diante disso é pertinente o seguinte questionamento: será que investir o dinheiro público nas instituições privadas que oferecem os cursos é contribuir para uma melhoria no mundo do trabalho ou somente estamos alimentando as necessidades do setor privado? 

Acredito que o nosso desenvolvimento não precisa apenas de uma indústria forte e competitiva para garantir o crescimento econômico. Necessitamos, também, do fortalecimento das relações de trabalho, que valorize o trabalhador, que respeite e amplie os seus direitos.

Para formar uma mão de obra qualifcada e atingirmos o pleno emprego é necessário pensarmos no processo e nos valores educacionais como um todo. Acredito que democratizar o ensino técnico para formar trabalhadores alienados e/ou submissos  não é a solução que o sindicalismo nem o movimento estudantl defendem. Por issso, as reflexões ora apresentadas devem ser debatidas seguindo a lógica de fortalecimento do programa, enquanto ferramenta de um mundo do trabalho alinhado à sua função social, em detrimento dos valores privatistas, pragmáticos e ilimitados às necessidades mercadológicas.

 

Fonte: Consulex