Inflação do aluguel perde força em agosto, mostra FGV

O indicador, que é usado para calcular o reajuste da maioria dos contratos de aluguel residencial, ficou em 0,28%, ante 0,69% no mês anterior

A inflação calculada pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) perdeu força em agosto, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador, que é usado para calcular o reajuste da maioria dos contratos de aluguel residencial, ficou em 0,28%, ante 0,69% no mês anterior.

Em agosto de 2014, a variação foi de -0,27%. A variação acumulada em 2015, até agosto, é de 5,34%. Em 12 meses, o IGP-M registrou alta de 7,55%.

Em julho, a variação acumulada em 2015, até julho, era de 5,05%, e em 12 meses, de 6,97%.

O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Componentes

Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) - também chamado de inflação do atacado - passou de 0,73% em julho para 0,2% neste mês.

Os itens que mais contribuíram para esse movimento foram alimentos in natura, cuja taxa passou de 0,96% para -8,51%, minério de ferro (3,09% para -3,36%), bovinos (-1,32% para -2,92%) e leite in natura (2,41% para 0,47%).

Em sentido oposto, houve avanço em materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 0,41% para 0,89%, café em grão (-0,12% para 5,13%), soja em grão (5,26% para 5,76%) e laranja (-2,56% para 1,19%).

Houve desaceleração também no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) -que é a inflação do varejo-, que passou de 0,6% em julho para 0,24% em agosto, com queda em alimentação (0,99% para 0,01%), com destaque para hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 0,31% para -7,44%.

Outros destaques são tarifa de eletricidade residencial (2,25% para 0,89%), roupas (0,34% para -0,52%), jogo lotérico (1,58% para 0%) e tarifa de telefone móvel (0,67% para 0,06%).

Na outra ponta, ficaram maiores as taxas de passagem aérea (-13,42% para 5,35%), tarifa de ônibus urbano (-0,35% para 0,65%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,47% para 0,99%).

Já a taxa do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) - que mede os preços na construção e tem o menor peso no cálculo do IGP-M - apresentou variação de 0,8%, ante 0,66% no mês anterior.

O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços passou de 0,17% para 0,27%. Já o que representa o custo da mão de obra variou de 1,1% para 1,27%.

 

Fonte: G1