Mercado vê menos inflação neste ano e queda maior do PIB em 2015 e 2016

Expectativa de inflação de 2015 do mercado passou de 9,29% para 9,28%.
Para PIB, analistas veem queda de 2,26% neste ano e de 0,40% em 2016.

Os economistas do mercado financeiro baixaram, na semana passada, sua estimativa de inflação para este ano, mas também previram uma contração maior do Produto Interno Bruto (PIB) tanto em 2015 quanto em 2016, segundo o relatório de mercado, documento que é fruto de pesquisa do Banco Central com mais de 100 instituições financeiras - divulgado nesta segunda-feira (31).

Para a inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a previsão do mercado financeiro recuou para 9,28% na semana passada, contra 9,29% na semana anterior. Foi a segunda queda consecutiva deste indicador.

Mesmo com a queda na previsão de inflação para este ano, se confirmado o resultado, será o maior índice em 12 anos, ou seja, desde 2003 - quando somou 9,30%. Para 2016, porém, os economistas elevaram sua expectativa de inflação de 5,50% para 5,51% na quarta alta seguida.

Segundo economistas, a alta do dólar e, principalmente, dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.

Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Com isso, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde 2003.

Produto Interno Bruto
Para o comportamento da economia neste ano, os analistas passaram a estimar, na semana passada, uma retração de 2,26%. Foi a sétima queda seguida deste indicador. Até então, a expectativa do mercado era de um recuo de 2,06% para o PIB de 2015. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 - quando foi registrada uma queda de 4,35%.

 

Fonte: G1