Serviço de transporte em Goiânia é reprovado por 73%

Entre os demais ouvidos pela pesquisa, 16,1% consideram o transporte coletivo regular, seguido de apenas 9,6% bom e 1% ótimo.

No dia 16 de fevereiro a passagem do transporte coletivo na Região Metropolitana de Goiânia subiu de R$ 2,80 para R$ 3,30, um reajuste de 17,85%, defendido efusivamente pelas concessionárias do serviço na Região Metropolitana de Goiânia. Mesmo assim, a população continua insatisfeita com o serviço de ônibus oferecido pelas empresas de ônibus que circulam na capital.

Em pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto Signates em parceria com o O HOJE entre os dias 26 e 27 de setembro em 19 terminais de ônibus que atendem Goiânia, 73,3% dos 397 usuários entrevistados reprovam o serviço oferecidos pelas concessionárias (veja gráficos). Com 95% de confiança, o levantamento apresenta margem de erro de 4,9 pontos porcentuais para mais ou menos.

Dos entrevistados, 88,4% disseram ser o ônibus o meio de transporte mais utilizado. Carro (5,5%) e motocicleta (4,5%) vêm em seguida. Dessas pessoas, 46,9% consideram péssimo o transporte público em Goiânia. Outros 26,4% avaliam como ruim o serviço oferecido pelas empresas donas de concessões públicas para operar na capital.

Entre os demais ouvidos pela pesquisa, 16,1% consideram o transporte coletivo regular, seguido de apenas 9,6% bom e 1% ótimo.

Lotação

Segundo os entrevistados, os ônibus costumam estar muito lotados na avaliação de 48,6%, lotado para 36,8%, uma lotação considerada normal para 12,1% das pessoas ouvidas e vazio ou quase vazio para 1,8%. Apenas 0,8% não respondeu ou não soube dizer.

Como a pesquisa aponta, 70,8% das pessoas ouvidas usa mais o transporte coletivo para ir e voltar do trabalho, 68% disseram pegar ônibus todos os dias. Dos entrevistados, 46,9% consideram o preço da passagem caro e 35% caro. Outros 15,6% disseram que o valor cobrado é justo, seguido de 2% que acham barato, 0,3% extremamente barato e 0,3% que não souberam responder.

Ainda sobre o preço da passagem, 39% entendem ser péssimo cobrar R$ 3,30 e 34,3% ruim. Outros 13,4% consideram o preço regular, 11,8% bom, 1% ótimo e 0,5% dos entrevistados não souberam responder. 

Serviço

O aumento em fevereiro parece, na visão do usuário, não ter reflexos positivos no serviço. Para 50,4%, o transporte coletivo na capitou piorou nos últimos dois anos. 36,3% consideram que não houve mudança e continua igual. Somente 10,8% avaliam que as concessionárias melhoraram o serviço oferecido à população. 2,5% não souberam dizer se ouve melhora ou piora.

 Eixo Anhanguera segue como exceção

Apesar da alta desaprovação de usuários do transporte coletivo em relação aos serviços das concessionárias da RMTC, a linha mais bem avaliada continua sendo o Eixo Anhanguera, administrado pela estatal Metrobus Transporte Coletivo S/A. Pesquisas de satisfação feitas especificamente na via apresentam resultados de análise mais positiva dos passageiros, se comparadas aos obtidos quando o assunto é o sistema dos alimentadores na região metropolitana da Capital.

O problema da alta lotação é abrandado no Eixo por conta do tempo reduzido de espera na plataforma, já que o maior intervalo entre ônibus é de oito minutos nos trechos estendidos de Goiânia até Senador Canedo, Goianira e Trindade. O tempo, no entanto, é ainda mais reduzido na faixa central da linha, já que do terminal Vera Cruz até a Praça A o intervalo é de quatro minutos e de apenas dois minutos ao longo da avenida entre os terminais Padre Pelágio e Novo Mundo.

Com média de 300 mil passageiros atendidos todos os dias, a Metrobus informa que disponibiliza até 125 ônibus para o trabalho diário e que realiza análises diárias de demanda para determinar e atender prioridades, principalmente nos horários de maior concentração de passageiros. São rotineiras operações para intensificar o escoamento de usuários do centro de Goiânia para os bairros em momentos de pico.

O Governo Estadual, além de ter cumprido proposta de campanha de estender a linha até Goianira, Trindade e Senador Canedo, realiza investimento mensal de R$ 5 milhões R$ 5 milhões para subsidiar a passagem a R$ 1,65 no Eixo Anhanguera. Com as mudanças nas linhas implantadas pela Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC), 12 ônibus estão em manutenção após protesto realizado por passageiros, informou a Metrobus.

De acordo com a Metrobus, o Eixo Anhanguera é o transporte coletivo mais bem avaliado na Região Metropolitana de Goiânia.

Nova direção

O novo presidente da Metrobus, Marlius Braga Machado, assumiu a direção da estatal no lugar do presidente nacional do PHS, Eduardo Machado, e realiza desde a última semana seguidas reuniões com os diretores da empresa.

Engenheiro eletricista formado pela Universidade de Brasília (UNB) com larga experiência atuando em multinacionais como IBM e BMC. Pós-graduado e com MBA em administração de sistemas e informação pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), já foi sócio-proprietário de outras empresas, também do seguimento tecnológico.

Com sua experiência em gestão técnico-administrativa, o novo presidente, pretende dar continuidade à gestão que Eduardo Machado vinha realizando à frente da Metrobus.

 

Fonte: O Hoje