Prefeitura de Goiânia vai funcionar em horário extraordinário

Expectativa é de que as medidas adotadas resultem em economia de R$ 7 milhões

Com exceção dos órgãos municipais que prestam serviços considerados essenciais à população, como saúde e educação, os demais começarão a cumprir carga horária de seis horas a partir da próxima segunda-feira (16). A decisão foi definida em conjunto pelo prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), e representantes de sindicatos dos servidores públicos do município em meio à crise financeira.

A expectativa do Executivo é de que as medidas adotadas resultem em economia de R$ 7 milhões. O novo horário começa a vigorar a partir de 16 de novembro com previsão de findar em 16 de maio do próximo de 2016. As atividades serão desenvolvidas das 7h às 13h.

Dentre os serviços que não contarão com o novo horário a Prefeitura cita os considerados essenciais como fiscalização urbana e de trânsito, educacionais, de saúde, assistenciais, entres outros.

"Não vamos deixar que ocorra interrupção dos serviços prestados à população. Aos usuários, garanto, será imperativo o funcionamento contínuo dos serviços essenciais do município", afirma o prefeito acrescentando que o horário extraordinário de expediente também foi adotado por outros municípios.

Segundo a Secretaria de Finanças, só nos últimos três meses, o Paço registra perda nominal na arrecadação superior a R$ 41 milhões.

Com a mudança, a Prefeitura espera economizar despesas com água, energia, telefonia e combustíveis, além de custos operacionais. Hoje, a média mensal desses gastos é de R$ 3,5 milhões. "Enfrentamos queda substancial de arrecadação em função da atual conjuntura econômica e, por isso, precisamos compatibilizar a realização de despesas com os valores das receitas arrecadadas. Temos metas fiscais estabelecidas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)", alega o secretário de Finanças, Jeovalter Correia.

 

Fonte: O Popular