Manifestações e bloqueios marcam segundo dia de greve

Em Goiás, o manifesto aconteceu na BR-363, nos municípios de Jataí e Mineiros, na BR-040, em Valparaíso, e na BR-153, em Anápolis.

O segundo dia da greve dos caminhoneiros foi marcado por manifestações e bloqueios nas estradas federais do País. Segundo o líder do Comando Nacional de Transporte, Ivar Luiz Schmidt, que organiza o movimento, os protestos aconteceram em 14 estados, com 46 pontos de bloqueio.

Em Goiás, o manifesto aconteceu na BR-363, nos municípios de Jataí e Mineiros, na BR-040, em Valparaíso, e na BR-153, em Anápolis. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), não houve registros de violência durante as manifestações. Os caminhoneiros permitiram o tráfego apenas de carros, ônibus, ambulâncias e cargas de alimentos não perecíveis.

A presidente Dilma Rousseff disse ontem que o governo não permitirá que os caminhoneiros bloqueiem as estradas federais pelo país. De acordo com a presidente, ações como estas são crimes. "Reivindicar é um direito de todo mundo. Agora, esse país é responsável. Iremos impedir qualquer prejuízo à economia popular e obstruir o tráfego é crime", afirmou a presidente.

Reivindicações

Entre as reivindicações do movimento estão a falta de atendimento da pauta solicitada em março, que ainda não foram atendidas. E a atual situação econômica do país. Segundo Schmidt, a principal pauta do movimento é o pedido de saída da presidenta Dilma Rouseff.

Ele afirmou ainda que o governo, até o momento, não iniciou nenhuma negociação. "A única menção (do governo) é com relação a multa", afirma. Segundo ele, as paralisações têm o apoio de movimentos contra o governo, como o Movimento Brasil Livre e Revoltados Online.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, disse que os caminhoneiros em greve não apresentaram uma pauta de reivindicações e que a paralisação tem como objetivo o desgaste político do governo. De acordo com a presidente Dilma, as polícias Rodoviária e Federal já estão orientadas a agir caso seja preciso contra manifestações que atrapalhem o transporte de alimentos nas estradas federais.

O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Goiás (Sindicam-GO), Vanderli Caetano, afirmou que as iniciativas de paralisações são individuais, pois os três sindicatos do Estado ligados à Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) não vão participar. "A organização foi clara nas declarações, o objetivo é derrubar a presidente Dilma e isso o sindicato não tem legitimidade para fazer, e sim para defender a categoria."

No final da tarde, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou que o governo decidiu elevar a multa para quem obstruir estradas para R$ 5.746. Segundo ele, a multa é uma forma de deter o movimento de caminhoneiros que pedem pelo fim do governo Dilma.

O valor da multa era de R$ 1.915. Na avaliação do governo, o movimento perdeu força no segundo dia de mobilização. Ontem, um balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF) indicava 14 pontos de interdição parcial, contra 49 registrados na segunda-feira.

 

Fonte: O Popular