Gás de cozinha chega a R$ 70 (1)

Mas não é só o bolso do goianiense que pode ser afetado.

O reajuste de 24% no preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) ou gás de cozinha, como é popularmente conhecido, não foi o último no ano. Diante da greve dos petroleiros e da paralisação dos caminhoneiros em várias regiões do País, o produto que custava entre R$ 55 e R$ 60, em média, já pode ser encontrado a R$ 70.

Mas não é só o bolso do goianiense que pode ser afetado. É a cozinha inteira. O presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás da Região Centro-Oeste (Sinergás), Zenildo Dias do Vale, afirma que o consumidor poderá ficar sem o gás de cozinha nos próximos dias.

A corrida por um botijão será acirrada. O depósito WL Gás não sabe se receberá o produto hoje e amanhã das distribuidoras. De acordo com a secretária da empresa, Renata Ferreira de Jesus, são vendidos diariamente entre 40 e 50 botijões, mas a companhia só abasteceu o depósito com 25, ontem.

A justificativa é de que as distribuidoras não recebem o produto da refinaria. "Isso é o que eles explicaram para nós. Se isso permanecer assim, o preço do botijão aumentará, pois é preciso compensar as despesas", diz Renata.

Os petroleiros estão em greve desde o dia 29 de outubro, e pedem reajuste salarial de 18%. Eles protestam contra o plano de venda de ativos da estatal, de mais de US$ 15 bilhões até 2015, e buscam manter seus direitos de trabalhadores.

De acordo com a Petrobras, foram reduzidos em 60% a perda diária de óleo desde o início da paralisação.

"Com a produção menor, as companhias estão sem o produto. O gás vem de São Paulo e tem ficado nas estradas, devido à paralisação dos caminhoneiros. Se as distribuidoras não forem abastecidas hoje, amanhã faltará o produto na região metropolitana", afirma Zenildo Dias.

Em relação à movimentação dos caminhoneiros, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) não registrou nenhum movimento dos caminhoneiros nas rodovias goianas. No País, os caminhoneiros iniciaram o terceiro dia de greve com um número menor de protestos e pontos interditados.

 

Fonte: O Popular