Índice que mede clima econômico no Brasil atinge menor nível desde 1989

No Brasil, inflação e falta de confiança na política do governo são os principais problemas apontados pelo levantamento.

O Índice de Clima Econômico (ICE) do Brasil recuou 11% entre julho e outubro, passando de 76 para 68 pontos e atingindo o menor nível da série iniciada em janeiro de 1989, quando bateu 44 pontos. No Brasil, inflação e falta de confiança na política do governo são os principais problemas apontados pelo levantamento.Esse indicador é elaborado em parceria entre o Instituto alemão Ifo e a FGV tendo como fonte de dados a Ifo World Economic Survey (WES).

O Índice da Situação Atual (ISA) do Brasil, que integra o cálculo do ICE manteve-se, em outubro, no nível mínimo de 20 pontos), que havia alcançado em julho passado.Na América Latina, o ICE caiu 5% em relação a julho passado, ficando em nível inferior à média histórica pelo 10º trimestre consecutivo. O ICE mundial também recuou no trimestre, 7%, ficando abaixo da média pela primeira vez desde outubro de 2012.

"Na América Latina, a queda no clima econômico foi determinada pela piora das expectativas, já que a avaliação da situação atual da economia ficou estável em relação a julho. Ao nível mundial, houve queda dos dois indicadores", diz a FGV, em nota.

A piora do Índice de Clima Econômico foi disseminada entre as principais economias ocidentais, de acordo com o estudo. O indicador continua em nível favorável nos Estados Unidos e na União Europeia.

No grupo dos BRICS, apenas a Índia registra clima econômico favorável e melhora em relação à última avaliação, em julho. A avaliação do clima na Rússia melhorou, mas não o suficiente para o país passar para a região favorável do ICE. Entre os BRICS, o Brasil apresentou o pior Indicador de Clima Econômico.

"No plano mundial, a falta de confiança na política do governo e a demanda insuficiente são considerados os principais problemas. Na América Latina, a falta de confiança na política governamental reflete um cenário de incertezas."

 

Fonte: G1