Desemprego cresce no País;Goiás registra leve recuo

O resultado goiano sempre se descola do nacional desde os primeiros trimestres de 2012.

A taxa de desemprego em Goiás registrou ligeira queda no terceiro trimestre deste ano se comparado ao trimestre anterior - caindo de 7,3% e 7,2%. Apesar de tímido, o resultado é considerado positivo se equiparado com a média nacional. No País, neste mesmo período, a taxa saiu de 8,3% para 8,9%. O resultado goiano sempre se descola do nacional desde os primeiros trimestres de 2012.

A taxa de referência é de pessoas de 14 anos de idade ou mais. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A explicação para o fenômeno de destaque em relação a média nacional está ligada às atividades industriais exercidas em Goiás, além da forte presença do setor de serviços. Setor sucroalcooleiro, alimentos, bebidas e fármacos, além das atividades agropecuárias, tendem a sentir a retração da economia mais lentamente, numa espécie de efeito retardado.

Já o rendimento médio real de todas as atividades exercidas pelos goianos ficou aquém da média nacional. No terceiro trimestre deste ano, a renda média do goianiense teve valor estimado de R$ 1.837, enquanto o País registrou média de R$ 1.889

No país, o desemprego subiu para 8,9% no terceiro trimestre, acima dos 8,3% registrados no trimestre encerrado em junho - a taxa de desemprego cresceu em 22 das 27 unidades da federação no período.

A população desocupada alcançou 8,979 milhões de pessoas no terceiro trimestre. Houve um aumento de 33,9%, ou 2,274 milhões de pessoas em um ano, a maior expansão da série histórica. Na comparação com o trimestre anterior, o aumento foi de 7,5%, ou 625 mil pessoas.

Regiões

A pesquisa do IBGE apontou aumento do desemprego em todas as regiões brasileiras. No Sul, que tem a menor taxa, o desemprego subiu para 6% no terceiro trimestre, ante 5,5% no segundo trimestre. Já no Nordeste a taxa passou de 10,3% no segundo trimestre para 10,8% no terceiro trimestre.

Coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo disse que o aumento da procura por trabalho foi o grande responsável pelo crescimento da taxa de desemprego no país.

Segundo ele, os trabalhadores perderam o emprego no setor privado e foram trabalhar por conta própria (autônomos, como camelôs), uma atividade que gera menor renda para as famílias.

 

Fonte: O Popular