Natal, chuva e câmbio elevam preços de frutas e legumes

Mês termina com valores até 160% maiores para alguns produtos em relação a outubro

As festas de fim de ano já pressionam o preço de alimentos típicos das ceias. Na Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa-GO), novembro terminou com valores até 160% maiores para algumas frutas em comparação com outubro.

A aproximação do Natal, a chuva e a variação cambial são justificativas, e na amarga lista há ameixa, tâmara, pera, abacate e banana. A tabela de frutas sempre registra aumento nessa época, como explica o auxiliar da divisão técnica da Ceasa, Lucas Silva Bezerra, e é só o começo. Além do aumento, a maioria dos produtos é importada ou produzida em outras regiões, fazendo o consumidor goiano desembolsar mais.

Sobre as que não são típicas do Natal, o período de seca influenciou a variação registrada, como no caso da banana cuja produção foi reduzida. Do outro lado, a precipitação registrada ajudou o limão tahiti a registrar maior queda de preço. "Goiás não supre a demanda. Com o produto paulista, o saco estava R$ 100, e agora está R$ 50, porque a produção local voltou ao mercado e não tem o peso do frete", afirma.

Na onda

Segundo o consultor técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás (Senar-GO), Pedro Arantes, os preços podem subir mais do que em 2014 também por causa do câmbio. Algumas hortaliças seguiram a onda de aumentos das frutas e estão com o quilo mais caro (Veja no quadro), como o tomate que por causa de insumos importados fechou o mês em alta. "A seca refletiu na produção e é preciso trazer de fora, o que entra o impacto do frete", acrescenta.

Depois da pera, o cará foi o que registrou maior variação em comparação com outubro. O inhame também teve alta no preço, o que é justificado pela divisão técnica da Ceasa como consequência da falta de produção local, o que fez que o mercado paulista suprisse o abastecimento.

O mesmo ocorreu com alho e abóbora, com baixa na produção local. A dificuldade de escoamento da batata em decorrência da chuva a colocou na lista. Com maior oferta, o tubérculo teve o preço pressionado para baixo em outubro, mas houve redução do volume de entrada no mercado e atraso na colheita no sul do País, pesando no bolso do consumidor brasileiro em geral.

Por outro lado, o preço de algumas verduras e legumes que dobraram em outubro na Ceasa, agora lideram lista dos produtos com a maior queda no preço. Destacam-se nesta situação chuchu, quiabo e jiló. Reflexo da recuperação da produção, aumentando a oferta dos produtos.

 

Fonte: O POPULAR