Inflação dispara em Goiânia

A alta dos alimentos também foi repassada para a alimentação fora de casa que subiu, em média, 1,52%. O refrigerante de 290 ml aumentou 2,88% e o salgado, 1,94%.

A disparada dos preços dos alimentos voltou a pressionar a inflação de Goiânia, no mês de novembro, elevando o índice para 1,95% na comparação com outubro (0,90%), o segundo maior dos últimos três anos, atrás apenas do registrado em março (2,59%). No ano, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acumula alta de 12,83%, o maior desde 2013, segundo pesquisa realizada pela Gerência de Pesquisas Sistemáticas e Especiais do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, da Secretaria de Gestão e Planejamento (IMB/Segplan).

De acordo com o gerente de Pesquisas Sistemáticas e Especiais, Marcelo Eurico de Sousa, os preços dos principais produtos da alimentação básica dos goianos dispararam no mês passado na comparação com outubro. Hortaliças e legumes aumentaram, em média, 22,93%, sendo que o tomate foi o campeão com 35,53%, raízes e tubérculos, 30,91%, com destaque para a batata inglesa (60,29%). As frutas tiveram reajuste médio de 9,20%, puxado pela maçã (15,90%), açúcar e derivados subiram em média 17,09%. O pão francês teve alta de 6,38%. O arroz foi reajustado em 5,83%, o feijão carioca em 6,36%, o óleo de soja em 9,12%, o frango em 6,78% e o café em 2,25%.

A alta dos alimentos também foi repassada para a alimentação fora de casa que subiu, em média, 1,52%. O refrigerante de 290 ml aumentou 2,88% e o salgado, 1,94%.

Outros grupos

Dos nove grupos que compõem o IPC-Goiânia, apenas o de comunicação ficou estável. Os demais registraram alta. E dos 205 produtos/serviços pesquisados mensalmente pelo IMB/Segplan 135 tiveram elevação, 42 ficaram estáveis e 28 registraram variação negativa.

No mês passado, as altas da tarifa de energia elétrica (3,67%) e do preço do botijão de gás de cozinha (3,40%) pesaram no grupo de habitação. Os produtos de limpeza também tiveram alta, como o detergente líquido (4,90%), limpador multiuso (4,64%) e sabão em barra (3,37%).

O índice da inflação de novembro (1,95%) também foi influenciado pelo grupo de transportes. Ocorreram aumentos nos preços de táxi (13,10%); etanol (3,60%), gasolina comum (1,69%) e da motocicleta (1,29%).

Os itens que mais influenciaram o grupo de saúde e cuidados pessoais foram: sabonete (3,97%), shampoo (3,94%), creme dental (3,69%), condicionador para cabelo (4,38%); medicamentos: fortificantes e vitaminas (2,77%), antialérgico (1,55%) e dermatológico (2,42%).

A variação positiva do grupo de despesas pessoais ocorreu devido ao aumento nos preços de brinquedos (9,55%), cinema (2,51%), corte de cabelo feminino (6,51%) e manicure e pedicure (2,46%).

No grupo educação a pesquisa do IMB/Segplan verificou preços maiores no uniforme escolar (8,83%) e artigos de papelaria (1,91%). Já no vestuário, os itens que mais pesaram foram calça infantil (7,78%), conjunto infantil (4,31%) e fralda descartável (3,50%). No grupo artigos pessoais foram registrados aumentos nos preços de cama de solteiro (16,52%), rack pra TV e som (7,52%) e manutenção de aparelhos domésticos (3,59%).

Cesta básica

Depois de três meses em queda, o custo da cesta básica para uma pessoa disparou e aumentou 7,49% em novembro na comparação com outubro. Para adquirir os 12 itens da cesta o trabalhador goianiense, que ganha por mês um salário mínimo (R$ 788,00), teve de desembolsar R$ 307,40, segundo levantamento do IMB/Segplan.

No ano, o custo da cesta básica em Goiânia já subiu 14,65% e em 12 meses 18,64%. Dos 12 itens da cesta, apenas dois registraram queda de preço no mês passado: leite (-1,47%) e margarina (-0,55%). Em compensação, o açúcar subiu 29,48%, legumes e tubérculos tiveram variação de 16,49%, as frutas 12,50%, o óleo de soja aumentou 9,12% e o pão 6,38%. Também pesaram no valor da cesta básica, a carne (2,40%), feijão (4,24%), arroz (5,79%), café (2,08%) e farinha e massas (2,44%). 

 

Fonte: O Hoje