Crise derruba vagas temporárias de Páscoa

Indústria e comércio vão oferecer este ano 55 mil postos de trabalho, 35% a menos do que no ano passado.

A crise derrubou não apenas o emprego regular, mas também as contratações temporárias para datas comemorativas. Para a Páscoa, a expectativa é que 55 mil vagas sejam abertas na indústria e no comércio em todo o País. É um número 35% menor em relação às vagas temporárias abertas no mesmo período de 2015 e a menor marca desde 2009, quando a Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado (Fenaserhtt) iniciou o levantamento. "O cenário é preocupante: o mercado não está aquecido e as empresas estão contratando muito pouco", diz a gerente da Fenaserhtt, Joelma de Matos Dantas.

Desconfiança. De acordo com a pesquisa, que tem como amostra as empresas de trabalho temporário que prestam serviços para o varejo de hiper e supermercados, lojas especializadas, grandes redes de departamento, fabricantes de chocolates e de bolos para a Páscoa, 36 mil vagas foram preenchidas até agora e 19 mil estão abertas. Em outros anos, diz Joelma, havia um número maior de vagas preenchidas. Isso revela a desconfiança dos empresários em relação à situação da economia.