Frio, chuva e humor do mercado paulista causam aumento no preço dos alimentos

Prato cheio para a inflação

Em menos de uma semana, o preço do quilo do pepino dobrou na Central de Abastecimento do Estado de Goiás (Ceasa-GO). Abobrinha, batata, morango e repolho compõem uma cesta de alimentos que ajuda a imprimir ritmo na inflação de alimentos. O motivo ultrapassa fronteiras e está associado às chuvas fora de época que caíram com força em São Paulo neste mês. O frio também contribui para o aumento.

Os valores desses tipos de alimentos são muito voláteis não só às intempéries climáticas locais, mas também ao que acontece no maior mercado consumidor à São Paulo, o maior mercado consumidor do País. Por isso, pessoas ligadas a esse setor não se atrevem a arriscar por quanto tempo essa alta de preço pode permanecer e nem se novos produtos podem integrar a lista negra. "Fica muito condicionado às temperaturas dos próximos dias, mas muitos produtos já tiveram aumento acima de 50%. É um mercado onde a resposta é muito rápida", diz o gerente de mercado da Ceasa-GO, Josué Lopes Siqueira.

O começo do mês de junho foi marcado com muitas chuvas em São Paulo, prejudicando fortemente a produção de hortaliças. Com a quebra de safra, caminhões descem para Goiás em busca de mercadorias para atender o mercado paulistano.

Há 16 anos trabalhando nesse ramo, o gerente de hortifrutigranjeiros de uma rede de supermercados da capital, Marcos Vinícius Almeida, explica que o reflexo gira em torno da oferta e da demanda de produtos. "Todo dia tem preço diferente. A produção local não alterou em nada, mas os carregamentos vindos de São Paulo estão muito fortes", explica.

Único alimento cujo preço alterou por conta da forte frente fria que também atingiu o Estado nos últimos dias foi o morango. "Ele não amadurece com o tempo frio, daí, imediatamente, os preços já subiram", afirma Marcos Vinícius Almeida. Funcionário do setor de hortifrutigranjeiro do Supermercado Vem Ká, Santino Vidal Pereira, informa, na prática, a oscilação dos preços em apenas uma semana. Ele explica que o quilo do chuchu era vendido semana passado por R$ 1,98 e agora está a R$ 2,98. O quilo da abobrinha verde, diz, saltou de R$ 2,98 para R$ 3,98. O quilo do quiabo, passou de R$ 7,99 para R$ 10,99. "A variação é grande e muda muito rápido. A batata e o tomate começaram também a subir", ressalta.

Fonte: O Popular