Pagar contas tem de ser a prioridade com o 13º salário

Pagar contas tem de ser a prioridade com o 13º salário

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O final do ano é uma época muito aguardada pelo trabalhador por conta da chegada do 13º salário. Mas esse importante recurso extra precisa ser gasto com sabedoria, respeitando uma ordem de prioridades para garantir que a pessoa comece o ano de 2019 com a vida financeira mais organizada. Pagar as contas em atraso deve ser a prioridade absoluta, principalmente aquelas que cobram juros mais altos, como cartão de crédito e cheque especial. Só depois disso, é possível pensar em investir ou comprar presentes de Natal com o que sobrar.

O pagamento do 13º salário deve injetar cerca de R$ 5,4 bilhões na economia goiana, uma média de R$ 2.064,29 por pessoa, e beneficiar mais de 2,4 milhões de trabalhadores do mercado formal em Goiás, incluindo aposentados e pensionistas, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

No Estado, os empregados do mercado formal, celetistas e estatutários representam 67,9% do total de beneficiados com o abono, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 32,1%. O emprego doméstico com carteira assinada participa com 3,2%. A primeira parcela deverá ser paga até o próximo dia 30 de novembro. Já a segunda parcela do 13º deve entrar na conta do trabalhador até 20 de dezembro.

Muita gente deve mesmo usar o dinheiro para pagar dívidas e recuperar o crédito, como ocorre todos os anos. De acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 62,8 milhões de brasileiros estão com o CPF restrito para comprar a prazo ou conseguir crédito. "Quem está nesta situação, deve aproveitar essa renda extra de fim de ano para renegociar suas dívidas com condições mais vantajosas", alerta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior.

O financista especialista em Negócios Internacionais e Marketing pela Belmont University (EUA) e sócio da LHx Investimentos, Bruno Carvalho, ressalta a importância de priorizar dívidas mais caras, ou seja, que cobram juros maiores, como cartão de crédito e cheque especial. "Assim, é possível tirar a corda do pescoço e começar o ano seguinte numa situação bem mais confortável que em 2018", destaca.

Para quem está mais organizado e tem poucas dívidas, a dica, segundo ele, é investir uma parte dos recursos. Os mais conservadores preferem a poupança, mas quem quiser diversificar ou se arriscar um pouco mais, pode optar por outras alternativas, como os fundos de investimento, pois já existem opções para vários perfis de investidores. Neste caso, Bruno sugere que o trabalhador busque a orientação de seu gerente de banco ou de uma corretora.

 

Fonte: O Popular.