5 ações preventivas para evitar acidentes no ambiente industrial

A prevenção é o conjunto de medidas que visam evitar ou retardar a ocorrência de um fato indesejado. Já as ações e condutas corretivas são direcionadas para reparar os danos e voltar ao estado anterior. Na rotina de uma indústria existem as duas formas de atuar. No entanto, nos tempos atuais não há mais espaço para um ambiente de trabalho inseguro.

Cada vez mais, as organizações são cobradas social e economicamente quanto aos cuidados dispensados a toda equipe. E sim, uma empresa que não pensa na segurança, saúde e bem-estar dos seus colaboradores não perde somente em produtividade, mas perde também muitos pontos com parceiros e os consumidores finais de seus produtos e serviços. 

Ações preventivas que podem fazer a diferença:

1.      Desenvolver uma rotina de manutenções das máquinas e equipamentos

Ainda existem empresas que investem pouco em manutenção preventiva das máquinas equipamentos. O que poucos param para colocar "na ponta do lápis" é que atuar somente quando ocorre uma quebra ou um defeito acaba por reduzir a produtividade de toda a operação. Ao mesmo tempo, a falta de manutenção preventiva aumenta muito o risco de acidentes, já que o trabalhador, ao tentar resolver o problema, pode se expor a situações que comprometem sua integridade física. Assim, ao desenvolver uma rotina de manutenções regulares, as indústrias garantem uma maior segurança dos trabalhadores, uma redução do custo com reparos fora de hora e um aumento da produtividade. É importante lembrar que, para realizar uma manutenção preventiva com segurança, deve-se tomar alguns cuidados, como isolar e sinalizar bem a área que está em manutenção, como no exemplo: Um eletricista e dois mecânicos de manutenção vão executar o alinhamento de um eixo de motor de uma grande máquina.

O eletricista se desloca ao painel elétrico da máquina e desliga a seccionadora/comutadora, insere a garra com o gancho de 6,5 mm na manopla travando-a com um cadeado vermelho e uma etiqueta. Os dois mecânicos fazem o mesmo com os cadeados azuis e suas respectivas etiquetas. Acionam a máquina para se certificarem que o equipamento está realmente desligado e comunicam aos colegas que vão fazer a manutenção desse equipamento. Após esse procedimento, os técnicos podem fazer a manutenção tranquilamente e com segurança, no que diz respeito ao perigo de religamento do equipamento por outra pessoa.

2.       Manter um ambiente de trabalho seguro

O conjunto de medidas preventivas é o melhor caminho para proteger a equipe de acidentes a que todos estão sujeitos diariamente. Os EPCs são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos coletivos existentes nos processos de industriais. Entre os principais EPCs estão os cones e faixas de segurança, placas de sinalização, sensores de presença, sirenes e alertas luminosos, cadeados e garras de bloqueio, bloqueios de disjuntores, entre outros.

3.      Oferecer EPIs sempre que necessário para garantir a segurança da atividade

É responsabilidade da empresa fornecer aos funcionários os EPIs necessários para desempenhar cada atividade. É fundamental que o equipamento tenha o Certificado de Aprovação (conhecido como CA) exigido pelo Ministério do Trabalho (MTE). O CA garante a procedência do material, qualidade e durabilidade, de acordo com a norma NR-6. A escolha do EPI deve estar de acordo com o grau de proteção exigido para a função inerente ao risco do equipamento.

4.      Isolar os riscos do chão de fábrica e sinalizá-los bem

Qualquer linha de produção é repleta de riscos inerentes as atividades industriais - esses riscos podem ser físicos, químicos ou elétricos. O gerente de produção e a equipe de Segurança do Trabalho devem se preocupar em isolar esses riscos, evitando que os colaboradores tenham contato com componentes de equipamentos e máquinas perigosas. Quando é inevitável a aproximação do colaborador com uma área de risco, todo o ambiente deve estar muito bem sinalizado. Um exemplo de como devemos sinalizar o chão de fábrica é utilizando a etiqueta de identificação do bloqueio. Existem várias mensagens diferentes que podemos encontrar e utilizar conforme a avaliação do técnico de segurança para o local.

5.      Investir em treinamento e capacitação das equipes

O valor investido em treinamentos para a prevenção de acidentes de trabalho é muito menor do que os custos envolvidos em um acidente de trabalho. Por isso, e também para garantir o bem-estar de todos os colaboradores, a empresa deve exigir a presença de toda a equipe na capacitação e treinamento oferecido para aumentar a segurança interna. O objetivo é educar os trabalhadores sobre as atitudes preventivas que todos devem ter para reduzir os riscos durante as atividades realizadas nas indústrias.

Todas essas ações preventivas de segurança de trabalho são essenciais para reduzir os riscos e os custos relacionados a acidentes de trabalho. Segurança vem sempre em primeiro lugar e, com ela, o aumento da produtividade da operação, melhoria no clima organizacional, e a criação de um ambiente de trabalho seguro e saudável.

Fonte: Revista CIPA

Controle de tempo exige reflexão

Uma rotina cansativa com mais de 12 horas de trabalho por dia e a sensação de frustração no fim do expediente por não ter feito tudo o que gostaria.

Atualmente estamos tão desconcentrados que paramos de entender o que é o mínimo de concentração. O que ajuda muito é ter clareza dos objetivos.

Segundo a trainner coach Karina Nascimento, isso ocorre por conta de um erro comum, o de querer fazer tudo. "O ladrão de tempo mais atual é começar o dia sendo reativo e já querer checar o mundo, responder a  tudo, ver as redes sociais e, com isso, deixa de fazer o que é importante e está relacionado aos objetivos", indica ao ressaltar que para isso é preciso fazer uma reflexão.

Vejamos a seguinte tabela mostrando como é possível conseguir eliminar os "ladrões de tempo":

Tabela Controle De Tempo

Fonte: o Popular

Aprender, Aperfeiçoar e Conquistar.

A atualização profissional é fator decisivo na hora da contratação.

Estar atualizado é muito importante no momento de buscar uma oportunidade de trabalho e pleitear uma promoção. Possibilita que o profissional se mantenha no emprego. E quando falamos em atualização, falamos em conhecimento complementar. Dizer que não tem tempo já não é mais desculpa! Hoje é possível realizar cursos sem sair de casa, em aulas online, seja por tablet, smartphone ou PC. Na internet há inúmeras possibilidades caso o trabalhador não queira freqüentar uma escola. Bons profissionais buscam atualização e capacitação para ter o diferencial competitivo. Nunca é cedo ou tarde demais para aprender.

A atualização profissional também pode ser feita em palestras ou cursos de curta duração. Outra forma de adquirir conhecimento geral é por meio da leitura. Ler é agregar conhecimentos e sabedoria, fatores que ajudam um profissional a estar atualizado no seu tempo. Seja na política, na economia ou em outras áreas,a atualização pode ser um diferencial porque mostra que a pessoa tem interesse em buscar novas informações e cabeça aberta para saber um pouco de tudo. Além disso, é essencial que o profissional esteja sempre por dentro da língua portuguesa para falar e escrever corretamente o nosso idioma. Estudar é sair da zona de conforto. É estar focado no próprio desenvolvimento e distante do velho chavão: "no meu tempo, a gente fazia assim". Ter consciência de que o nosso tempo é agora. Agora é hora de mudar e, para tal, é preciso aprender. Bora lá!

Fonte: Revista Fecomerciários

Análise ergonômica adequada nos ambientes laborais.

Curso Ergonomia

A análise ergonômica é fundamental no caso de empresas cujos funcionários realizam trabalhos manuais, físicos e maçantes, como levantamento de peso, transporte e descarga de materiais, além de atividades que resultam em uma sobrecarga muscular, com movimentos repetitivos, com o esforço constante de partes do corpo, tais como pescoço, braços, mãos, ombros e pernas. A atenção das empresas a esse assunto precisa ir além de uma exigência da legislação trabalhista, que determina a realização do procedimento em locais que possuem empregados que exercem funções que os expõem ao risco. Os ensinamentos e treinamentos implantados podem resultar em uma prática rotineira, que traz diversos benefícios. Confira a seguir:

Análise ergonômica no trabalho

A análise ergonômica deve ser implantada como uma rotina e fazer parte do ambiente corporativo. Entre os principais objetivos da atividade estão: corrigir a postura do trabalhador e implantar atividades preventivas, por meio da ginástica laboral. Dedicar 15 minutos do dia para estas atividades resolvem, não apenas as dores nas costas, por exemplo, mas previne problemas de saúde que podem ser ocasionados pelos movimentos repetitivos.

Além de promover a saúde, a atividades ergonômicas podem trazer ao ambiente corporativo um momento de descontração e redução de estresse causado pelas pressões existentes nos ambientes corporativos. O resultado também pode ser de alta produtividade para a empresa.

Queixas de dores

Cerca de 18,5% da população adulta brasileira sofre com as doenças crônicas na coluna, sendo a região lombar, o local com maior incidência referentes as queixas de dores de 21% das mulheres e 15% dos homens. São 27 milhões de pessoas que fazem parte deste grupo, levantado pela Pesquisa Nacional de Saúde, realizada em 2015.

Em relação às faixas etárias, as dores acometem pessoas com mais de 40 anos. E a lombalgia surge, com mais frequência, a partir da fase adulta, em consequência de posturas incorretas praticadas no dia a dia, principalmente do trabalho.

Benefícios da ginástica laboral

No ambiente corporativo, a carga horária diária é extensa. Normalmente, os funcionários costumam passar nove horas do dia no ambiente corporativo. Por isso, a importância da análise ergonômica no trabalho.

Em uma rápida análise, é possível identificar cenas como essas em diversos setores de uma empresa. Colaboradores que, na pressa, não prestam atenção em suas posturas incorretas, aos movimentos repetitivos e no estresse da rotina de trabalho, que resultam em contrações da musculatura do corpo. O resultado são dores que podem tornar-se crônicas e acarretar no surgimento de outras doenças.

Por isso, a empresa que investe em uma ginástica laboral percebe que os registros de trabalhadores afastados por dores no corpo, principalmente nas costas, acabam diminuindo com o tempo.

A prática da ginástica laboral na rotina da empresa só traz benefícios de bem-estar de seus colaboradores. Além disso, diminuem os custos com assistência, licença médica e faltas de funcionários no trabalho. Os colaboradores também se sentem mais valorizados e cuidados, o que resulta em uma satisfação no ambiente corporativo e, consequentemente, gera mais produtividade.

No final, a análise ergonômica no trabalho é reconhecia por todos, empresas e funcionários, que absorvem a prática para a vida pessoal. Um profissional capacitado em ergonomia pode desenvolver um estudo do ambiente corporativo para identificar as condições de trabalho para implantar atividades de melhoria para o bem-estar e segurança dos trabalhadores.

Para o diretor da AR Perícias Médicas e de Engenharia, André Lemos, o serviço de análise ergonômica tem como objetivo rastrear, observar e avaliar o profissional em seu real posto de trabalho e verificar as relações existentes entre demandas de doenças, acidentes e produtividade com as condições de trabalho, com as interfaces, com os sistemas e com a organização do trabalho em si. "É essencial que as empresas tenham essa preocupação e garantam um ambiente próprio de trabalho para evitar futuros transtornos para o colaborador e para a própria empresa", diz Lemos.

Segundo o especialista, a análise ergonômica do trabalho compreende uma avaliação detalhada: análise ergonômica da demanda; análise ergonômica da tarefa, que envolve análise dos ambientes físicos (calor, luminosidade, umidade, som, entre outros); análise das condições posturais e antropométricas dos trabalhadores; análise dos aspectos psicológicos dos trabalhadores; análise organizacional; condições ambientais e por último, mas não menos importante, a análise ergonômica das atividades. Todas estas etapas devem ser cronologicamente abordadas de maneira a garantir coerência metodológica e evitar percalços, que são comuns nas pesquisas empíricas de campo.

Fonte: Revista CIPA

Síndrome de Burnout: "Pode deixar a peteca cair"

Síndrome De Burnout

Diagnosticada principalmente em profissionais que lidam intensamente com outras pessoas, síndrome de Burnout começa com um pequeno incômodo e evolui para um quadro crônico de depressão. O psicólogo Handersenn Shouzo Abe aponta a dupla acompanhamento médico e prática de atividade física como principais ferramentas para o tratamento.

Veja algumas dicas para se prevenir da síndrome de Burnout:

1)    Aprenda a lidar com a derrota

Saiba dizer "não sei", "não quero", "não posso". Ninguém é bom em tudo e não precisa estar sempre de acordo com o outro.

2)    Preste atenção aos sinais

O corpo os emite o tempo todo. A exaustão pode ser sintoma de várias doenças e por isso, consultar um médico é o melhor caminho.

3)    Diferencie entre ideal e real

Muitas vezes o profissional tem grandes ideais, mas a realidade física, ou a visão da diretoria, da empresa não permitirão que elas sejam executadas.

4)    Cuide de seu estilo de vida

Durma o necessário para acordar reanimado, se alimentando corretamente e incluindo exercícios físicos na rotina.

5)    Avalie as condições de trabalho

Perceba se estão interferindo na qualidade de vida. É importante lembrar que uma pessoa acelerada não é necessariamente produtiva.

6)    Tenha atividades paralelas

Dança, gastronomia, pintura ou qualquer outra coisa. Nunca fique exclusivamente focado no trabalho.

Fique sempre atento aos sinais, cuide da sua saúde e viva bem em todos os campos da vida, tanto profissional quanto pessoal.

Fonte: O popular.

Campanha Maio Amarelo

O Movimento Maio Amarelo nasce com uma só proposta: chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.

O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil. A intenção é colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para, fugindo das falácias cotidianas e costumeiras, efetivamente discutir o tema, engajar-se em ações e propagar o conhecimento, abordando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

Acompanhando o sucesso de outros movimentos, como o "Outubro Rosa" e o "Novembro Azul", os quais, respectivamente, tratam dos temas câncer de mama e próstata, o "MAIO AMARELO" estimula você a promover atividades voltadas à conscientização, ao amplo debate das responsabilidades e à avaliação de riscos sobre o comportamento de cada cidadão, dentro de seus deslocamentos diários no trânsito.

A marca que simboliza o movimento, o laço na cor amarela, segue a mesma proposta de conscientização já idealizada e bem-sucedida, adotada pelos movimentos de conscientização no combate ao câncer de mama, ao de próstata e, até mesmo, às campanhas de conscientização contra o vírus HIV - a mais consolidada nacional e internacionalmente.

Portanto, a escolha proposital do laço amarelo tem como intenção primeira colocar a necessidade da sociedade tratar os acidentes de trânsito como uma verdadeira epidemia e, consequentemente, acionar cada cidadão a adotar comportamento mais seguro e responsável, tendo como premissa a preservação da sua própria vida e a dos demais cidadãos.

Vale ressaltar que o MAIO AMARELO, como o próprio nome traduz, é um movimento, uma ação, não uma campanha; ou seja, cada cidadão, entidade ou empresa pode utilizar o laço do "MAIO AMARELO" em suas ações de conscientização tanto no mês de maio, quanto, na medida do possível, durante o ano inteiro.

A motivação para o Movimento MAIO AMARELO não é novidade para a sociedade. Muito pelo contrário, é respaldada em argumentos de conhecimento público e notório, mas comumente desprezados, sem a devida reflexão sobre o impacto na vida de cada cidadão.

Em conclusão, o MAIO AMARELO quer e espera a participação e envolvimento de todos comprometidos com o bem-estar social, educação e segurança em decorrência de cultura própria e regras de governança corporativa e função social; razão pela qual, convidamos você, sua entidade ou sua empresa a levantar essa bandeira e fazer do mês de maio o início da mudança e fazer do AMARELO, a cor da "atenção pela vida".

Sobre a Década de Ação para a Segurança no Trânsito

A Assembleia-Geral das Nações Unidas editou, em março de 2010, uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a "Década de Ações para a Segurança no Trânsito". O documento foi elaborado com base em um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) que contabilizou, em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas.

São três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas ou a nona maior causa de mortes no mundo. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano ou um percentual entre 1% e 3% do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país.

Se nada for feito, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos. A intenção da ONU com a "Década de Ação para a Segurança no Trânsito" é poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundial, cinco milhões de vidas até 2020.

O Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito, precedido por Índia, China, EUA e Rússia e seguido por Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito. Juntas, essas dez nações são responsáveis por 62% das mortes por acidente no trânsito.

O problema é mais grave nos países de média e baixa rendas. A OMS estima que 90% das mortes acontecem em países em desenvolvimento, entre os quais se inclui o Brasil. Ao mesmo tempo, esse grupo possui menos da metade dos veículos do planeta (48%), o que demonstra que é muito mais arriscado dirigir um veículo - especialmente uma motocicleta - nesses lugares.

As previsões da OMS indicam que a situação se agravará mais justamente nesses países, por conta do aumento da frota, da falta de planejamento e do baixo investimento na segurança das vias públicas.

De acordo com o Relatório Global de Segurança no Trânsito 2013, publicado pela OMS recentemente, 88 países membros conseguiram reduzir o número de vítimas fatais. Por outro lado, esse número cresceu em 87 países.

A chave para a redução da mortalidade, segundo o relatório, é garantir que os estados-membros adotem leis que cubram os cinco principais fatores de risco: dirigir sob o efeito de álcool, o excesso de velocidade, não uso do capacete, do cinto de segurança e das cadeirinhas. Apenas 28 países, que abrigam 7% da população mundial, possuem leis abrangentes nesses cinco fatores.

Fonte: Maioamarelo.com

Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho e Dia Mundial da Saúde

No dia 28 de abril, pessoas de todo o mundo celebram o "Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho".

A data foi instituída por iniciativas de sindicatos canadenses e escolhida em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, em 1969. No Brasil, em maio de 2005, foi promulgada a Lei No. 11.121, criando o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.

No dia 07 de abril é celebrado o dia Mundial da Saúde, instituída pela Organização Mundial da Saúde, que define: a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade. Criada em 1948, a data tem como objetivo conscientizar a população a respeito da qualidade de vida e dos diferentes fatores que afetam a saúde populacional.

O Movimento Abril Verde, uma iniciativa do Sindicato dos Técnicos de Segurança do Estado do Paraná, tem como intuito trazer à sociedade a questão da segurança e saúde do trabalhador brasileiro. A mobilização se faz necessária para tratar do tema das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho com o objetivo maior de reduzir os acidentes de trabalho e os agravos à saúde do trabalhador, e mobilizar o envolvimento da sociedade, dos órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações, sociedade civil organizada para prevenir e alertar sobre os problemas que ocorrem no mundo do trabalho e em decorrência do mesmo. Essa iniciativa quer trazer saúde e a prevenção para dentro do local onde passamos grande parte do nosso dia, da nossa vida e produzimos a riqueza da sétima economia do mundo.

Segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho), divulgados em 2013, 2 milhões de pessoas morrem por ano por conta de doenças ocupacionais no mundo. Já o número de acidentes de trabalho fatais ao ano chegam a 321 mil. Neste panorama, a cada 15 segundos, um trabalhador morre por conta de uma doença relacionada ao trabalho.

Os dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) colocam o Brasil como 4º colocado no ranking mundial de acidentes fatais de trabalho. No Brasil, são quase 4 mil mortes anualmente em decorrência de acidentes de trabalho.

Em memória

Em 28 de abril nós lamentamos aqueles que morreram. No entanto, as mortes no trabalho também são um lembrete de que todos os níveis de governo são fundamentais para fazer mais por leis de saúde e segurança e vigorosamente julgar violações quando um trabalhador é morto ou gravemente ferido.

É tempo de tratamento justo e igualitário perante a lei para mortes e acidentes de trabalho.

Fonte:Blog Abril Verde

Tem dúvidas sobre direitos do trabalhador? Veja 15 direitos básicos

O Profissional só pode começar a atuar com carteira assinada, diz legislação. Pagamento de salário e de 13º salário também possuem regras.

A Consolidação das Leis Trabalhistas garante diversos direitos aos trabalhadores, mas muitas pessoas ainda não conhecem o que é garantido pela CLT, que estabelece as obrigações da empresa ou empregador sob pena de ter que responder judicialmente e pagar indenização ao trabalhador.

"É importante frisar que o conhecimento desses principais pontos é relevante para o trabalhador e para o empresário. Só com essa informação que se pode regularizar as relações, garantindo proteção e segurança jurídica a todos os envolvidos", afirma Gilberto Bento Jr, sócio da Bento Jr. Advogados.

Segundo Bento Jr, a lista tem apenas alguns dos direitos, sendo importante verificar o que dizem as convenções coletivas de trabalho da categoria dos contratados.

1) Carteira de trabalho assinada desde o primeiro dia de trabalho

Segundo Bento Jr, não existe aquela história de esperar para conhecer o trabalho do funcionário antes da contratação efetiva. "A carteira deve ser assinada obrigatoriamente ao iniciar os trabalhos".

2) Exames médicos de admissão e demissão 

A saúde do trabalhador deve ser uma preocupação constante, prevenindo situações de riscos, por isso é primordial que a empresa saiba previamente como essa se encontra e posteriormente ao fim do contrato de trabalho também, é uma garantia jurídica.

3) Repouso semanal remunerado 

Todo trabalhador tem direito a descansar pela lei, devendo ter ao menos uma folga por semana.

4) Salário pago até o 5º dia útil do mês 

"Pode parecer difícil obter caixa para cumprir em dia com essa obrigação, mas está na lei. A empresa não pode atrasar esse pagamento, caso contrário poderá ser alvo até mesmo de processos", afirma Bento Jr.

5) Primeira parcela do 13º salário paga até 30 de novembro e segunda parcela até 20 de dezembro

Segundo Bento Jr, essa é uma dúvida muito frequente e é comum acontecer atrasos.

6) Férias de 30 dias com acréscimo de um terço do salário

"Esse período deve ser somado anualmente. Importante é que legalmente não se deve admitir acúmulos de férias e mesmo a venda de férias deve ser liberada por convecção da categoria", diz Bento Jr.

7) Vale-transporte com desconto máximo de 6% do salário

Independentemente de onde more o trabalhador, ele tem direito a ser ressarcido de seu deslocamento à empresa, sendo necessário contabilizar os meios de transportes tomados, diz Bento Jr.

8) Licença maternidade de 120 dias

Toda mulher depois do parto tem direito a esse período. Contudo hoje a legislação já permite e algumas empresas já aplicam a ampliação do prazo para até seis meses, ou 180 dias.

9) Licença paternidade de 5 dias corridos 

Para o pai, o período que poderá auxiliar no cuidado com o filho é bem menor, contudo, já existe projeto de lei que possibilita as empresas ampliares esses prazos. Para funcionários das empresas que fazem parte do Programa Empresa Cidadã, a licença foi ampliada para 20 dias.

10) FGTS

O depósito de 8% do salário em conta bancária a favor do empregado é obrigatório, tornando-se uma garantia em caso de perda de emprego e em outras situações como entrada para a casa própria.

11) Horas-extras

As horas extras são devidas toda vez que o empregado trabalha além da sua jornada normal de trabalho sem qualquer tipo de compensação em banco de horas. Ela deverá ser paga com acréscimo de no mínimo 50% em dias úteis e 100% aos domingos e feriados.

12) Garantia de 12 meses em casos de acidente 

Quando há a ocorrência de acidentes de trabalho se tem uma preocupação legal muito grande em proteger o trabalhador, que ficará até um ano sem poder ser demitido;

13) Adicional noturno de 20% para quem trabalha das 22h às 5h

"Esse é um dos pouco motivos que podem levar uma pessoa a querer trabalhar até altas horas da noite, pois os ganhos são podem ser interessantes", afirma Bento Jr.

14) Faltar ao trabalho 

Em alguns casos como casamento (três dias), doação de sangue (um dia por ano), alistamento eleitoral (dois dias), morte de parente próximo (dois dias), testemunho na Justiça do Trabalho (no dia), doença comprovada por atestado médico, nesses casos não ocorrerão descontos;

15) Aviso prévio de 30 dias, em caso de demissão 

As empresas também podem pagar para o trabalhador esse período, sem que ele precise trabalhar.

Fonte: G1

Aviso prévio é muito mais do que dinheiro que demitidos recebem Indenização, tempo ou só um aviso?

O aviso prévio é mais do que o valor que o empregado recebe quando é dispensado, ele também é um tempo a ser cumprido e uma notificação a ser feita.

O objetivo do aviso prévio enquanto tempo é proporcionar ao empregado a oportunidade de buscar uma nova colocação no mercado de trabalho, evitando o desemprego, por isso temos a redução de duas horas da jornada de trabalho durante esse período.

Atualmente o aviso prévio é de 30 dias, mas para cada ano de trabalho na mesma empresa, será acrescido 3 dias até o limite máximo de 60 dias, ou seja, no total, poderá chegar a 90 dias esse período. Lembrando que este pode ser trabalhado ou indenizado.

Como valor, é uma indenização por ter o contrato de trabalho terminado de maneira brusca, sem que o empregado fique mais 30 dias, pelo menos trabalhando e possa encontrar um novo emprego durante esse período. Mas o aviso prévio também é a comunicação que é feita ao empregado de que este será dispensado, inclusive sendo utilizada como data inicial para o pagamento das verbas rescisórias quando o período for indenizado.

O valor a ser pago ao empregado é aquele correspondente aos dias que constam do aviso. Portanto, se o empregado tem um aviso de 90 dias e este for indenizado, ele receberá o valor correspondente. Da mesma forma, se o aviso for de 40 dias trabalhados, o empregado receberá normalmente os 40 dias.

Quanto à data de baixa na Carteira de Trabalho (CTPS), isto é, a data que constará como dia do término do contrato, esta será sempre a data final do aviso prévio, seja ele cumprido ou indenizado. Isso significa dizer que se o aviso prévio de 45 dias for indenizado, ou seja, sem trabalho, então a data de baixa será o último dia desses 45 e, não a data em que foi feita a comunicação da dispensa.

Vale ressaltar que o aviso prévio não será devido nos casos de dispensa por justa causa, justamente porque a finalidade desse instituto é auxiliar o empregado que não deu causa à rescisão se recolocar no mercado.

Por fim, é importante destacar que o aviso prévio vale tanto para o empregador quanto para o empregado. Portanto, caso o empregado decida deixar o emprego, deverá comunicar seu empregador com o mínimo de 30 dias de antecedência. Caso esse tempo mínimo não seja respeitado, o empregado poderá ter descontado de suas verbas rescisórias o valor correspondente ao período do aviso.

Fonte: Exame

Carnaval não é feriado, mas empresa pode autorizar funcionário a emendar; entenda

Segunda e terça-feira são considerados dias úteis não trabalhados, portanto, quem trabalha não tem direito a horas extras nem folgas compensatórias.

Apesar de muitos brasileiros aproveitarem para emendar o período de Carnaval, a segunda e a terça-feira não são considerados feriados nacionais. A confusão pode existir porque muitos estabelecimentos comerciais e os bancos fecham até a terça-feira e só reabrem depois do meio-dia na Quarta-Feira de Cinzas.

O sábado e o domingo da festa são considerados dias normais. Já a segunda e terça, assim como a Quarta-feira de Cinzas, podem ser ou não definidos como pontos facultativos. Ou seja, no caso das empresas, os dias de trabalho durante o Carnaval seguem o acordado entre os empregadores e funcionários.

De acordo com o advogado Mauricio de Figueiredo Corrêa da Veiga, sócio do Corrêa da Veiga Advogados, fica a critério dos municípios e estados instituir ou não os dias do Carnaval como feriados. Segundo o advogado trabalhista Sérgio Schwartsman, sócio do escritório Lopes da Silva Advogados, a Lei 9093/95 estabelece quais são os feriados nacionais e não inclui o Carnaval. Mas essa mesma lei permite que os municípios fixem feriados de acordo com a tradição local, em número não superior a quatro por ano.

No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, a terça-feira de Carnaval foi declarada feriado estadual por meio da Lei 5243/2008. "O carioca que trabalhar nesse dia tem direito a receber hora extra", diz Veiga.

Nos demais estados, cabe à empresa que decidir dispensar os funcionários a responsabilidade pelo pagamento de honorários e não pode descontar as horas não trabalhadas. Segundo Corrêa da Veiga, não havendo previsão em lei municipal ou estadual de que as datas são consideradas feriado, o trabalho nesses dias será permitido. Nesse caso, o empregador deve optar por exigir que o seu empregado trabalhe normalmente, dispensar o empregado do trabalho sem prejuízo da remuneração correspondente ou combinar com o empregado para compensar esse dia que deixou de trabalhar.

"É claro que a maioria das empresas libera os colaboradores, mas se elas quiserem decidir que todos vão trabalhar, estão dentro da lei", diz a especialista em direito trabalhista Maria Lúcia Benhame. Segundo ela, a interrupção da prestação dos serviços durante esse período é costumeira e depende de acordo e aval do empregador. Mas caso o funcionário falte injustificadamente, perderá os dias de serviço, bem como o descanso semanal remunerado e ainda estará sujeito a penalidades disciplinares, exceto demissão por justa causa.

Segundo a especialista, a segunda e a terça-feira de Carnaval são considerados dias úteis não trabalhados, portanto, quem trabalha nesse período não tem direito a receber horas extras nem a ter folgas compensatórias.

Já para as cidades em que o Carnaval for feriado local, os empregados que trabalharem nestes dias deverão ter folga compensatória em outro dia da semana. Se isso não ocorrer, deverão receber as horas extras trabalhadas com o acréscimo de pelo menos 100% ou mais, se isso estiver previsto na convenção coletiva da categoria do trabalhador.

fonte: G1