COMO EVITAR DISTRAÇÕES E SER MAIS PRODUTIVO NO TRABALHO OU NO ESTUDO

A dificuldade de concentração apresenta-se como um dos grandes problemas da contemporaneidade. Nem sempre essa é uma questão patológica.

De repente, o tempo passa e tudo que precisava ser feito não está pronto. E, nessas horas, o desespero passa até a tomar conta da mente de muita gente.

Todos recebem muito conteúdo, muitas informações, muitas tarefas no cotidiano. E, ainda, há fatores específicos, como as redes sociais, as interações, que desviam toda a atenção daquilo que precisa ser feito.

Veja 7 dicas para evitar distrações e ser mais produtivo no trabalho ou no estudo.

1. Identifique o problema

O primeiro passo é investigar as causas do problema. Isso permite compreender com Redes sociais? Cansaço? Chats? Celular? Excesso de trabalho? Estresse? Acúmulo de atividades? Desmotivação? Falta de organização? Em alguns casos, a distração pode ser patológico, mas é o menos comum.

2. Liste as prioridades, planeje

Visualizar o que precisa ser feito primeiro pode ajudar muito a focar, seja no trabalho ou no estudo. Tudo isso está ligado ao planejamento. O que precisa ser feito primeiro? Quais são as "coisas" mais importantes para hoje? Planeje o seu dia, a sua semana. Crie pequenas metas, de acordo com o que precisa ser feito. Alie o seu planejamento aos prazos. Anotar pode ajudar a manter a disciplina e a se concentrar naquilo que precisa ser executado. Agenda, calendário (Google Calendar), programa de "lista de afazeres" são instrumentos para organizar a vida. Tudo isso é também uma forma de reflexão para lidar com aquilo que faz perder tempo.

3. Gerencie as distrações. Turn off!

Estabeleça um tempo e horário do dia para verificar os e-mails pessoais. Muitos especialistas aconselham verificar os e-mails pessoais apenas duas vezes ao dia - pela manhã e no fim do dia. Não entre nas redes sociais quando estiver realizando as tarefas da sua lista. Não entre em chats, facebook, twitter. Coloque o celular no silencioso quando estiver trabalhando ou estudando. Tire as notificações de aviso do seu celular. Coloque o celular no silencioso.  Entre somente no e-mail, redes sociais, chat se for por motivo de trabalho/estudo e, mesmo assim, estabeleça o tempo máximo para isso. Não atrapalhe o seu plano diário. Isso é disciplina e exige um grande esforço. É difícil, mas é possível. É claro que se você trabalha com o telefone, vai precisar fazer muitas ligações, mas tente focar no trabalho!

4. Exercício do temporizador

Muitos especialistas em produtividade sugerem usar um temporizador para marcar o tempo sem interrupções. Um exercício bastante interessante é iniciar marcando 20 minutos. Nesse tempo, tente não interromper a atividade que você tem que fazer, especialmente com redes sociais. Não é algo muito natural, mas pode evitar as "fugas de tempo". Porque, dentro desse período, você deve focar somente na sua tarefa. Não verifique e-mails, entre em redes sociais. Depois de algum tempo, vá aumentando o tempo aos poucos. E, trabalhe com uma média de 50-60 minutos em uma mesma atividade. Tente parar para ir ao banheiro, alongar e beber água após esse período. Esse é um exercício para trabalhar a mente. Ao invés de trabalhar em uma tarefa até finaliza-la, tente fazer aos poucos, com pequenas pausas. Pode ser menos maçante e mais produtivo.

5. Ambiente favorável

Psicólogos já mostraram que a bagunça do ambiente pode aumentar as distrações. Por isso, para estudo e/ou trabalho, a mesa organizada pode fazer a diferença na produtividade. É claro que cada um possui o seu método, mas, "limpar" a mesa pode favorecer o cumprimento das tarefas diárias. Pode não ser o seu caso, mas vale pensar sobre isso.

6. Diga não!

Uma boa parte de motivo de perder tempo são tarefas desnecessárias. E há uma relação incrível com a dificuldade de dizer não. Você realmente precisa responder aquele e-mail imediatamente? Atender a ligação no seu período de trabalho/estudo? Pergunte se, realmente, você precisa se preocupar com isso?

7. Rotina saudável

Já pensou que os hábitos podem influenciar nas distrações? A rotina saudável ajuda também no trabalho. Durma o tempo recomendado. Controle o estresse. Faça pausas e alongue-se. No tempo livre, tenha lazer. Faça exercícios regulares para manter o corpo e a mente são. Acabe com a sonolência durante o dia.

Fonte: Mulher digital

FGTS: as 14 situações que dão direito ao saque do benefício

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é a segurança do trabalhador desempregado. É também, para a maioria dos trabalhadores, aquela renda guardada para os grandes projetos da vida pessoal, seja no financiamento da casa própria ou para o patrocínio de um projeto empreendedor.

Apesar disso, não é a qualquer hora que o FGTS pode ser acessado. Até como mecanismo de proteção ao fundo, para que ele não seja o primeiro recurso do trabalhador ao sinal de qualquer dificuldade econômica, há condições específicas para o saque do benefício junto à Caixa Econômica Federal.

Ao todo, são 14 as situações nas quais o saque do FGTS é um direito do trabalhador. Abaixo, você confere todas elas comentadas e com informações sobre a documentação necessária para efetuar o saque.

       Demissão sem justa causa 

É a mais clássica das situações. Resumidamente: o funcionário foi demitido e, em tese, precisa dos recursos do FGTS para se manter até encontrar um novo emprego. 

Término do contrato temporário

O saque também se permite quando é encerrado um ciclo de trabalho previamente determinado, como contratos temporários. 

Fechamento da empresa ou falecimento do empregador individual

Se não houve pedido de demissão, por parte do empregador ou do empregado, e a empresa fechou (por dificuldades financeiras ou morte do empregador) o saque do FGTS também se torna viável.

Rescisão contratual (por culpa recíproca ou força maior)

Este é o caso de uma demissão por justa causa ou por rescisão indireta (quando o empregado "demite" a empresa) e, na Justiça, fica definido que a culpa é de ambos: do trabalhador e do empregador. Neste caso, haverá multa de 20% no momento do saque.

Aquisição de casa própria, liquidação ou amortização de financiamento habitacional

Neste caso, é necessário que o trabalhador: tenha 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS, somando-se períodos trabalhados - consecutivos ou não - na mesma ou em diferentes empresas; Não seja titular de outro financiamento ativo concedido no âmbito do SFH, em qualquer parte do território nacional; Não seja proprietário, promitente comprador, usufrutuário, possuidor ou cessionário de outro imóvel residencial concluído ou em construção no atual município de residência ou onde exerça sua ocupação principal, nos municípios limítrofes e na região metropolitana.

Aposentadoria

O trabalhador que contribuiu pelo período de 30 ou 35 anos (no caso de ser mulher ou homem, respectivamente) e se aposentou também tem direito ao saque do benefício.

Necessidade em caso de desastre natural

Neste caso, há uma parte da documentação que é fornecida à Caixa pelo governo municipal do local alvo do desastre. Mas o cidadão também deve dar entrada para a retirada do saldo do FGTS.

Suspensão de trabalho avulso.

Falecimento do trabalhador

O saque do benefício se sustenta ainda que o trabalhador responsável pelo conta venha a falecer. Neste caso, a família tem direito ao benefício.

Idade igual ou superior a 70 anos

Independentemente do tempo de contribuição, a partir dos 70 anos, o trabalhador já está apto ao saque do FGTS. 

Portador de HIV ou pessoa com câncer

O saque do benefício é permitido ainda que a condição especial não seja do trabalhador, mas de algum dependente.

Pessoa com doença grave em estágio terminal

Assim como no caso de portadores de HIV ou câncer, o saque do benefício também é permitido se o doente for um dos dependentes do trabalhador.

Neoplasia maligna

Este é mais um caso no qual, se a condição especial for de algum dependente do trabalhador, o saque do benefício também é permitido.

Permanência de três anos fora do regime do FGTS

Neste caso, o saque é permitido apenas no mês em que se completam três anos inteiros, sem interrupção, fora do regime do FGTS.

Fonte: economia.ig

COMO MANTER ÉTICA E POSTURA PROFISSIONAL NO AMBIENTE DE TRABALHO?

Ética e profissionalismo são duas palavras muito citadas nos ambientes organizacionais, especialmente quando o tema é a postura profissional e o comportamento no trabalho. Estabelecer um padrão esperado de comportamento busca evitar que os colaboradores transgridam o aceitável e comprometam o bom clima organizacional.

O QUE É ÉTICA?

Antes de começarmos qualquer explanação sobre esse assunto, é essencial pontuarmos o que é ética. O termo tem origem na palavra grega ethos, cujo significado "literal" seria habitat ou morada. No entanto, entre os filósofos gregos, como Sócrates, Platão e Aristóteles, o vocábulo era usado para designar uma postura individual diante das principais situações da vida. Nesse sentido, a ética pode ser entendida como um conjunto de "regras internas" pautadas em comportamentos julgados como corretos pela sociedade. Sendo assim, no âmbito empresarial, ética pode ser traduzida como os princípios que regem as ações e comportamentos do indivíduo no trabalho.

A VONTADE É O COMBUSTÍVEL DA ÉTICA

Uma atitude ou comportamento só pode ser considerado ético quando realizado por um indivíduo consciente de suas ações e capaz de discernir entre o que seria considerado "certo" e "errado" para aquela situação. Essa consciência se dá por meio do conhecimento da moral que rege o grupo em que está inserido.

Sendo assim, o sujeito compreende todas as implicações de sua decisão e decide de forma consciente ter determinada postura diante de uma situação, arcando com as responsabilidades sobre suas ações e meios utilizados para alcançar determinado fim.

ÉTICA E POSTURA PROFISSIONAL COMO UM CÓDIGO

Esses aspectos comportamentais ligados à conduta moral regem o convívio em grupos, e são adquiridos por meio da vivência e da experiência. Portanto, mesmo sem uma divulgação expressa e um conhecimento absoluto desses princípios comportamentais, o indivíduo é capaz de identificar um comportamento como inadequado e, assim, evitar reproduzi-lo.

Entretanto, existem alguns casos em que códigos de ética são redigidos para expressar claramente os comportamentos que desrespeitem a moralidade de um determinado grupo.

Por ter um caráter abstrato, alguns grupos passaram a desenvolver um conjunto de regras, muitas vezes na forma de um código, que dá as diretrizes do que seria um comportamento ético dentro de uma empresa ou de um grupo de profissionais. Por isso, é possível dizer que as ações de um indivíduo ferem a ética profissional ou até mesmo são vazias de qualquer um desses princípios, ou seja, antiéticas.

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL

Esse exemplo é muito recorrente em categorias profissionais - como médicos, advogados, odontólogos e jornalistas - que possuem seu próprio código de ética no qual destacam os valores morais que devem tanger a atividade profissional e apontam os comportamentos considerados inapropriados.

A elaboração de um código de ética também acontece em empresas que desejam que os desvios comportamentais sejam conhecidos para serem contidos. O comportamento esperado de um colaborador em seu ambiente de trabalho deve estar alinhado às regras de conduta moral e ao profissionalismo. Este pode ser entendido como um conjunto de atitudes associadas a um exímio colaborador no desempenho de suas atividades laborais.

Atitudes como respeito às normas da empresa e aos horários do expediente, utilização de linguagem adequada nas comunicações interpessoais e por escrito, aparência adequada ao ambiente, seriedade no desenvolvimento e cumprimento das funções, proatividade, dentre outras, são atributos esperados do colaborador. O conjunto desses atributos que implicam bom desempenho das atividades e comportamento adequado é chamado profissionalismo.

A conduta ética profissional possibilita ao colaborador a oportunidade de crescer dentro da organização. Ao apresentar um desempenho de excelência, este estará no caminho certo para se destacar e alcançar cargos mais importantes.

Fonte: jrmcoaching.com.br

Uma mudança simples na sua rotina vai te levar ao sucesso

Já parou para pensar no que você poderia fazer diferente para atingir o sucesso? Uma simples mudança no comportamento pode fazer toda diferença.

Você sabe o que todas as pessoas de sucesso (mas todas, mesmo!) têm em comum? Bem, é algo que domina você o tempo todo, mas é também a chave para ter ou não ter sucesso. A pergunta que você deve se fazer é:

1.     Por que você faz o que você está fazendo hoje?

2.     Por que algumas pessoas e empresas têm tantas dificuldades em mudar, enquanto outras parecem conseguir isso da noite para o dia?

O autor do livro "O Poder do Hábito", depois de reunir inúmeras pesquisas científicas, afirma que você precisa desfrutar desse momento, que é a "Era Dourada" da neurociência, para compreender como o seu cérebro se organiza no dia a dia.  É impressionante constatar que todas as pessoas que conseguiram ter sucesso apresentam um padrão comum entre elas: o êxito a partir dos hábitos.

Se olharmos para a trajetória dos atletas da Olimpíada de 2016, podemos ver que os campeões não fizeram a todo o momento coisas extraordinárias. Para chegar ao nível de evolução em que se encontram, eles fizeram uma sucessão de coisas frequentes, repetitivas, que não precisavam ser racionalizadas. Eles conhecem o poder dos hábitos e os utilizam racionalmente para poder alcançar algo extraordinário. Eles sabem que é pelos hábitos que o cérebro se organiza para poupar esforços e tiram o máximo proveito disso.

Ao se deparar com a necessidade de aprender uma nova habilidade, como um novo idioma, ou um instrumento musical, o cérebro consome uma imensidão de energia. Mas, com a prática, as regiões responsáveis pela atenção e controle de esforço vão diminuindo suas atividades e passamos a funcionar no "piloto automático". É quando adotamos a rotina. Desse modo, você terá tempo e energia para se concentrar em coisas novas que exijam o pensamento e aprendizagem.

Bem, para chegar até a este ponto, conheça as 3 etapas do loop do hábito.  Lembre-se: você terá que respeitar as 3!

1. Gatilho: um desejo de mudança

Imagine, por exemplo, que uma empresa anuncie sua internacionalização dentro de 1 ano e você identifique aí uma oportunidade para um salto profissional. Você então conclui que precisará aprimorar uma habilidade a mais, que é: se comunicar em inglês.

Claro que o simples fato de você identificar um gatilho por si só, não é suficiente para que o hábito venha a se desenvolver em você, mas, se essa motivação for forte mesmo você, passará então para a  2ª etapa do loop, que é a:

2. Rotina: a assiduidade

Para desenvolvê-la, você passará a estudar diariamente o novo idioma. No vídeo que fiz sobre a "Única Coisa", alertei você que o hábito só será consolidado após 66 dias de rotina. Até lá você corre riscos e é o que leva muita gente a desistir no meio do caminho. Entretanto, o ciclo ainda não foi fechado. Ele só se estabelece com a terceira etapa que é a:

3. Recompensa: um prazer

Logo que você começa a ter os primeiros resultados com o domínio do novo idioma, irá perceber um maior reconhecimento das pessoas e, claro, novas oportunidades se abrirão. Esta é a recompensa alcançada por ter conseguido completar o ciclo do loop do hábito. Nesse caso, o poder do hábito se efetivou porque você identificou uma forte razão para começar, que é o gatilho, desenvolveu e consolidou uma rotina de práticas ininterruptas de estudos e, passado um período de tempo, começou a receber a recompensa, que motivará você a continuar.

Isso vale para qualquer hábito que você queira adotar. Mas, fique sempre muito atento e respeite as 3 etapas do loop. Lembre-se, você é o único dono de sua própria mente e ao compreender como os hábitos funcionam, dependendo de como irá utilizá-lo, poderá se tornar uma pessoa mais produtiva, mais saudável e até mais feliz.

Vá em frente!

Fonte: Exame.com

Dia Internacional Da Terceira Idade

DiaInternacionalDaTerceiraIdade

Em 1º de outubro, comemora-se o Dia Internacional da Terceira Idade. Uma data especial, destinada a conscientizar a sociedade sobre a importância da promoção e discussão dos direitos e condições de vida nesta fase.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas, até 2050 o mundo contará com mais de dois bilhões de idosos (pessoas com idade igual ou superior a 60 anos). Somente no Brasil, dados do IBGE revelam que os idosos já representam mais de 13% da população, ultrapassando os 26 milhões de pessoas. Com o aumento contínuo de pessoas da terceira idade, nada mais oportuno que nos mobilizarmos para o debate sobre a necessidade de respeitar e garantir, cada vez mais, os direitos dos idosos.

Pensando desta forma, em 2003 fora instituído no ordenamento jurídico brasileiro o Estatuto do Idoso, consolidando, assim, não somente os pressupostos explícitos nos documentos internacionais de proteção dos Direitos Humanos, em especial, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, como os princípios norteadores da Constituição Federal de 1988, com destaque no princípio da dignidade da pessoa, sendo-lhe assegurado o direito à vida, saúde, proteção, educação, trabalho, cultura, ao lazer e moradia. Assim, com a evolução da sociedade brasileira e sua legislação, a terceira idade deixou de ser vista apenas como objeto de atenção, ante ao envelhecimento da população, recebendo efetiva prioridade e proteção do estado.
Prova disso, é o que se encontra explícito no artigo 2º do Estatuto do Idoso, o qual salienta que ao indivíduo são garantidos todos os direitos fundamentais inerentes e asseguradas todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.
Contudo, ainda nos dias hoje, e mesmo frente a inúmeras políticas públicas voltadas ao amparo dos idosos, é possível acompanhar inúmeras notícias que demonstram que boa parte da população idosa ainda é marginalizada e abandonada. Muitos são tratados com descaso por inúmeras instituições que não respeitam os benefícios dispostos no Estatuto do Idoso, tais como a prioridade em filas de bancos, supermercados e estacionamento prioritário.
Além destes benefícios, outros são previstos tanto no próprio Estatuto do Idoso, quanto em leis previdenciárias, como a fixação de idades diferenciadas, por exemplo, em se tratando de transporte público gratuito, para fazer jus ao benefício, o idoso ter idade igual ou maior que 65 anos. A mesma idade é exigida para a tramitação preferencial em processos judiciais (Lei n. 10.173/2001).
Em se tratando da Lei de Organização da Assistência Social - LOA (Lei n. 8.742/93), o pagamento de benefício de prestação continuada ao idoso carente e sem renda atinge somente às pessoas com idade igual ou superior a 67 anos.
Além disso, o Estatuto do Idoso além de prever tais benefícios, também repercute em outros ramos do direito, como o direito penal, definindo condutas típicas e quais sanções penais poderão ser aplicadas.
Nesse sentido, nada mais oportuno que nesta data conclamar a sociedade brasileira para refletir sobre como os nossos idosos estão sendo vistos e tratados, principalmente por cada um de nós, e promover o conhecimento da legislação que ampara as pessoas da terceira idade, buscando assegurar o cumprimento dos seus direitos.
 
Fonte: Portal Plena (Mauricio Henrique Beccker, coordenador do curso de Direito da Faculdade Anhanguera de Brasília e Milene Teixeira, professora do curso de Direito da Faculdade Anhanguera de Brasília)

Freelancer - Trabalho Temporário

Freelancer - Trabalho Temporário

 

O trabalho freelancer sempre foi conhecido por ser uma fonte de renda extra para ajudar a fechar as contas no final do mês. Mas com a crise, o modelo vem sendo a saída encontrada por muitos desempregados para manter a renda, sendo encarado até mesmo como um emprego fixo. Para se dar bem nesse tipo de modalidade de trabalho, organização, atualização e boa comunicação são fundamentais, segundo especialistas.

Dados de uma pesquisa do site trampos.com revelaram que 57% dos brasileiros que trabalham dessa forma sentem falta de renda fixa e benefícios. Já para 68%, conseguir clientes é uma grande preocupação. Por outro lado, 35% afirmaram que a flexibilidade gera motivação para a rotina. Apenas 1% disse ter saudades de ter um chefe.

Para o especialista em comportamento humano e presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC), Sulivan França, o principal é que o profissional se mantenha atualizado. "Com a crise, existem muitas pessoas que estão trabalhando assim. Eles precisam se especializar e se modernizar. Não adianta a pessoa apresentar sempre o mesmo enquanto o colega ao lado está exibindo novidades e coisas bem mais interessantes", afirma.

Segundo França, para quem já trabalhou na área, antes de virar freelancer, vai ser mais fácil se sustentar. "Se você já conhece pessoas da área, você vai ter mais facilidade para conseguir trabalhos. Conhecimento e contato são imprescindíveis para quem vai trabalhar dessa forma. Mostrar que você faz um bom trabalho e que é responsável, sempre vai fazer com que as pessoas voltem a te procurar. Você precisa cuidar da sua reputação e com um tempo ficará conhecido pelo o que faz", afirma.

Outra dica importante é o profissional se manter sempre organizado e cumprir os prazos combinados. "Você precisa mostrar que o seu trabalho é melhor e que você está levando aquilo a sério. Se você perder as informações que o cliente passou ou atrasar a entrega, ele não vai voltar a te procurar na próxima vez", conta.

Veja 10 dicas de Sebastián Siseles, diretor internacional do Freelancer.com:

1. O trabalho freelance não se resume a um único projeto
Tem se tornado cada vez mais comum empreendedores que trabalham sozinhos utilizar  freelancers para desenvolver todos os projetos necessários, enquanto eles apenas gerenciam o negócio. É um modelo que oferece um bom custo-benefício para os empreendedores e alguns trabalhos podem se estender até seis meses.

2. Alguns campos estão crescendo mais rápido
Todos os tipos de indústrias e profissões têm o potencial para o trabalho freelancer, mas algumas categorias estão com mais oportunidades disponíveis. Trabalhos científicos relacionados ao desenvolvimento móvel, criação de conteúdo, e-commerce e de dados estão em ascensão.

3. Pense além da localização
A maioria dos trabalhos pode ser feito remotamente. Do ponto de vista de negócio, empresas conseguem captar talentos sem os custos que teriam para montar uma estação de trabalho, necessário no caso de funcionários formais. Você pode ser mais qualificado para um emprego que alguém que está geograficamente mais perto da empresa. Esse modelo de trabalho permite que você não perca a vaga apenas por conta da sua localização.

4. Leia a descrição da vaga
Tire um tempo para entender muito bem a vaga para a qual você está se candidatando. Você pode executar todos os requisitos da vaga com sucesso? Tem alguma coisa na descrição da vaga que não ficou clara? Não tenha medo de entrar em contato com a empresa e perguntar sobre a vaga antes de se candidatar.

5. Escreva uma boa carta de apresentação
Assim como o emprego formal, para se candidatar a um trabalho freelancer é necessária uma carta de apresentação. Expor a sua experiência e demonstrar o interesse e animação sobre a proposta aumentam as chances de receber um feedback positivo dos empregadores.

6. Destaque as suas qualidades
70% das empresas que contratam freelancers o fazem para preencher uma deficiência específica no quadro de funcionários. Se a descrição da vaga lista uma combinação de qualidades que você tem, destaque suas habilidades e apresente cases de sucesso, mostrando que você é o melhor freelancer para o trabalho.

7. Tenha sempre um portfólio
Portfólio é uma ferramenta essencial para os freelancers. No entanto, se você não tem um perfil on-line, é importante ter em mãos clippings, arquivos e outros projetos para o caso de recrutador pedir para vê-los. Contudo, é importante ter cuidado com a escolha dos projetos que serão apresentados ao empregador - é necessário que as peças sejam relevantes para a tarefa que está se candidatando.

8. Conheça o mercado
Se você está em posição de negociar valores com a empresa, é importante fazer antes uma pesquisa de mercado para saber quanto outros freelancers estão ganhando em trabalhos similares. Você quer se oferecer de forma competitiva, mas também precisa estar ciente do quanto valem as suas habilidades. Os clientes, frequentemente, procuram por um trabalho de alta qualidade, então as empresas vão sempre estar dispostas a pagar mais por um freelancer que tenha uma grande reputação e produziu um trabalho excepcional.

9. Comunicação é fundamental
Apesar de não ser um funcionário formal da empresa, é importante entender que durante esse período eles passam a ser o seu "chefe". E esperam que a tarefa atribuída seja executada com excelência. É necessário manter as linhas de comunicação abertas para garantir que ambas as partes estão recebendo o que precisam.
Se preciso, utilize ferramentas para estar constantemente conectado ao cliente. Ao finalizar um projeto, esteja aberto ao feedback e disposto a revisar e fazer alterações se necessário.

10.  O trabalho mais difícil de obter é o primeiro
Se você nunca foi um freelancer, o pontapé inicial pode ser difícil. Sem um histórico e portfólio de projetos anteriores, pode ser árdua a tarefa de convencer o cliente a contratá-lo. No entanto, uma vez que você começar a ter algumas tarefas sob seu comando, será capaz de mostrar o seu trabalho para futuros potenciais empregadores, mas você pode ter que fazer um pequeno projeto sem ser remunerado para se provar inicialmente. E você poderá mostrar que tem uma visão sobre o que querem e como você é perfeito para fazer o trabalho.

Como cobrar por um trabalho
Uma das coisas mais importantes para determinar na carreira de freelancer é a estratégia de precificação, pois há sempre o risco de cobrar caro demais e perder clientes, ou barato demais e perder dinheiro. Veja dicas de como cobrar pelos trabalhos da Workana, plataforma de trabalho freelancer com atuação em toda a América Latina:

1. Pesquise a média que os profissionais da sua área estão cobrando 
Sempre terá aquele profissional mais qualificado que cobra preços mais altos por conta da qualidade que entrega, ou então profissionais no início da carreira que cobram preços mais baixos para ganharem carteira de clientes. No entanto, o segredo é sempre cobrar o máximo que você ache que vale o seu tempo, sem ficar muito distante da média de mercado.

2. Calcule o valor do seu tempo com base nos gastos mensais e planejamento financeiro
É importante levar em conta os gastos mensais, além do lucro que deseja tirar naquele mês e no extra que deseja ganhar para separar para a poupança. Um jeito fácil é levar em conta um salário de CLT, dividindo o valor pelas horas de trabalho mensais para obter um valor aproximado para levantar o valor da hora trabalhada.

3. Compare os dois valores levantados
Compare o preço de mercado praticado por seus concorrentes com o preço que você deseja cobrar. Se o preço que você quer cobrar está próximo do preço praticado, sua estratégia de precificação é viável, e você pode mandar sua proposta sem medo. Se o preço está maior do que o praticado pelo mercado, você precisa avaliar que, se você está cobrando mais do que outros profissionais, o cliente precisa entender o motivo e que o seu trabalho vale o investimento mais alto. Já se o seu preço for menor do que o praticado - o que é raro acontecer - você se torna muito mais competitivo.
Só tenha em mente que muitos clientes podem ver preços muito baixos como sinônimo de má qualidade. Então, busque formas de provar ao cliente que você cobra pouco, mas vale muito. Mostre sua experiência de trabalho, exiba seu portfólio para comprovar a qualidade de suas entregas e fale de suas qualificações.

4. O valor final de cada projeto é fechado na negociação
Nem sempre o seu preço vai ser o mesmo em todos os seus projetos. Muitas vezes, o cliente vai pedir um pouquinho de desconto ou você vai ter que cobrar um pouco mais porque a complexidade do trabalho é maior do que você tinha entendido. É para isso que existe a fase de negociação. Nessa fase, é crucial se comunicar com clareza e atenção.

Fonte: G1

Mitos e Verdades Sobre O Trabalho Em Equipe

TrabalhoEmEquipe

Quem já teve que trabalhar em grupo conhece bem a situação. Discussão após discussão, cada um tem uma opinião diferente sobre o caminho a ser seguido no projeto - e nada sai do lugar. Com a aproximação dos prazos, bate o desespero.

Impacientes com os "pitacos" alheios, muitas pessoas preferem cuidar de suas tarefas sozinhas. Porém, no dia a dia profissional, esquivar-se da colaboração pode ser impossível. Para completar, muitos empregadores reforçam cada vez mais a importância do espírito de grupo.

"O discurso corporativo que enaltece a cooperação é problemático", afirma Edson Carli, especialista em carreira. Para ele, as próprias empresas estão "matando" o trabalho em equipe ao estabelecerem metas individuais, inatingíveis pelo esforço coletivo.

Mas o que fazer se você simplesmente produz melhor na sua própria redoma? O que realmente diferencia os solitários dos gregários? Consultamos alguns especialistas para distinguir mitos e verdades sobre o assunto. Confira:

 "Todo profissional precisa ser capaz de trabalhar em equipe"

MITO. "Toda empresa precisa de especialistas, que podem e devem trabalhar sozinhos", diz Edson Carli, especialista em carreira. De acordo com ele, profissionais que prestam serviços como consultoria, advisoring e educação de equipes, por exemplo, cumprem muito bem suas funções sem precisar da participação de outras pessoas.

 "O trabalho coletivo é fundamental para a inovação"

VERDADE. Segundo Edson, "várias cabeças juntas pensam melhor" no caso de projetos que envolvem a idealização de novos produtos, serviços e soluções. Para Adriana Tomazinho, gerente de recrutamento e seleção nacional do ManPowerGroup, a criatividade nasce da experiência que temos com o outro. Por essa razão, a vivência de grupo favorece a ousadia e a inventividade no trabalho.

 "A capacidade de trabalhar em grupo é inata: ou você tem, ou não tem"

MITO. "Existe uma diferença entre o eu pessoal e o eu profissional", diz Edson. Isso significa que, mesmo que você tenha um temperamento autossuficiente, é possível aprender a trabalhar em equipe. Segundo o especialista, no mundo corporativo existem papéis que podem ser assumidos com o treino - assim como no caso de atores que "vestem" outras personalidades depois de muito ensaiarem.

 "Para trabalhar bem com outras pessoas, você precisa ter afinidade com elas"

MITO. "Quando você está produzindo algo em equipe, a diversidade é um ponto a favor do sucesso", afirma Adriana Thomazinho, do ManPowerGroup. É importante respeitar as individualidades presentes no grupo para tirar o máximo proveito da interação entre elas.

"Pessoas tímidas não conseguem trabalhar em equipe"

MITO. Introvertidos podem contribuir - e muito - para um projeto coletivo. "Num ambiente saudável e aberto à participação de todos, mesmo os tímidos são capazes de expor e defender suas opiniões", diz Adriana. Para ela, tudo depende da habilidade dos gestores em criar condições favoráveis para esse movimento.

"Profissionais que preferem trabalhar sozinhos tendem a ser líderes naturais"

VERDADE/MITO. "Impaciência, autodidatismo e inteligência são características que tipicamente aparecem em um profissional que sofre para produzir em grupo", afirma Edson. Na opinião do especialista, esse também é o perfil do líder valorizado atualmente.

"Com a agressividade do mercado e a tendência à verticalização, chefes democráticos demais estão perdendo espaço", opina. Já para Adriana, o modelo não se aplica em todos os casos. "Há empresas em que o líder precisa ser aberto à contribuição da equipe para ganhar o jogo", conclui.

Fonte: Revista Exame

Gafes no WhatsApp que atrapalham a sua imagem profissional

Gafes no WhatsApp que atrapalham a sua imagem profissional

O WhatsApp é um aplicativo é tão onipresente quanto multifuncional: serve não apenas para manter o contato com familiares e amigos, mas também para conversar com colegas de trabalho, chefes, subordinados e clientes.

A ambiguidade do aplicativo tem dado margem a uma infinidade de confusões no mundo corporativo, diz Leandro Bittioli, gerente da consultoria Talenses. Segundo ele, usar o WhatsApp para fins profissionais torna a comunicação muito mais fácil e rápida, mas é preciso ter cuidado para não exceder certos limites e, assim, arranhar a sua reputação.

O maior desafio está em usar a mesma ferramenta para finalidades diferentes, alternadamente: pode ser que, logo após mandar uma piada debochada para um amigo, você precise enviar uma resposta formal à solicitação de um cliente. Tudo em poucos segundos, usando o mesmo aplicativo.

Também é preciso considerar a extrema facilidade com que se manda um recado pelo aplicativo - o que leva muita gente a dizer coisas sem pensar - e o falso distanciamento trazido pela tecnologia, que mascara o peso de certas falas e atitudes.

Confira a seguir alguns deslizes envolvendo o WhatsApp que podem comprometer a sua reputação profissional:

1. Mandar mensagens fora do horário do expediente 
Segundo Maria Aparecida Araújo, consultora de etiqueta empresarial, mandar mensagens fora do expediente não é apenas uma gafe: a prática pode até render processos trabalhistas por horas extras não remuneradas. "Alguns chefes esquecem que o WhatsApp deixa registros, que podem ser usados como provas perante a Justiça", explica.

2. Trocar o "olho no olho" por balões de texto
Não abandone as interações presenciais em nome da (inegável) praticidade de se enviar mensagens por escrito.

Isso se aplica especialmente a conversas importantes, como feedbacks para a equipe ou negociações delicadas com clientes e fornecedores. De acordo com Araújo, o aplicativo funciona muito bem para recados rápidos e simples. "Para todas as outras situações, prefira sempre o olho no olho", diz a consultora. Só assim você terá recursos como tom de voz e linguagem corporal para aprofundar a conversa e evitar mal-entendidos.

3. Mandar piadas, frases de autoajuda ou "desabafos" sobre política
Antes de enviar um conteúdo engraçado para colegas, chefes e subordinados pergunte a si mesmo se você compartilharia aquilo com eles presencialmente. Dependendo do tipo de humor, piadas podem soar inadequadas e até ofensivas. Correntes, frases "inspiradoras" e comentários inflamados sobre política também podem causar irritação, diz Araújo.

Mensagens descontraídas ou alheias ao trabalho não são proibidas - mas é preciso avaliar se você realmente tem intimidade com o destinatário antes de apertar o botão "enviar". "A mesma etiqueta que você tem presencialmente vale para o WhatsApp", resume Bittioli. "No escritório você às vezes quebra o gelo, mas respeita um certo limite".

4. Visualizar e não responder 
O WhatsApp notifica a leitura de todas as mensagens: assim que elas são visualizadas pelo destinatário, aparecem com dois risquinhos azuis ao lado. Essa "delação" pode causar muitos conflitos, inclusive no contexto profissional. "Pega mal visualizar e não responder à mensagem de um chefe ou cliente, por exemplo", diz Bittioli. Mas e se demora para responder for por pura falta de tempo ou porque quer preparar bem sua resposta?

Para o gerente da Talenses, a melhor saída é desabilitar a função de notificações de leitura: assim, nem você e nem os demais saberão quando as mensagens foram vistas. Para a consultora de imagem Renata Mello, também é possível manter as notificações, mas responder alguma coisa assim que possível. "Diga que no momento está ocupado, mas que dará um retorno em breve", explica ela.

5. Confundir destinatários 
Com a pressa e a distração do dia a dia, não é difícil mandar mensagens para as pessoas erradas. Segundo Bittioli, é preciso ter atenção máxima antes de apertar o botão "enviar" - um cuidado que vale especialmente para quem participa de muitos grupos no WhatsApp.

Em alguns casos, a confusão não traz grandes consequências. Em outros, diz Mello, o vexame pode manchar a sua imagem profissional por tempo indeterminado.

6. Usar uma foto de perfil inadequada 
A maioria das pessoas sabe que não deve usar uma foto pessoal tirada na praia como avatar no LinkedIn. Se você se comunica por WhatsApp com outros profissionais ou clientes, não se esqueça de que o mesmo vale para o seu perfil no aplicativo.

Não precisa ser uma foto tão séria quanto a do LinkedIn: basta uma imagem neutra. Para preservar sua privacidade e evitar constrangimentos, diz Mello, também é bom evitar fotos em trajes sensuais.

7. Errar a mão nos emojis
Um dos recursos mais populares do WhatsApp é o imenso acervo de carinhas e ícones divertidos que você pode adicionar às suas mensagens. Os "emoticons" são aceitáveis numa interação profissional, mas é melhor usá-los com parcimônia - até porque, em alguns casos, o tom da conversa exige sobriedade.

"Se for usar, fique apenas com os 'emojis' mais básicos e universais", recomenda Mello. "De qualquer modo, evite mandá-los com muita frequência ou em grande quantidade".

8. Tropeçar no português
A redação de um e-mail costuma exigir mais tempo e concentração do que a produção de uma mensagem de WhatsApp. Essa rapidez faz com que muitos usuários a cometam erros de gramática e ortografia na comunicação pelo aplicativo, o que pode comprometer a sua imagem profissional.

A ferramenta de autocorreção pode parecer salvadora nesses momentos, mas também pode virar um problema. A palavra original pode ser substituída automaticamente por outra muito diferente, e gerar constrangimento dependendo da troca. A regra é a mesma que vale para e-mails: revisar atentamente todo e qualquer texto antes de enviá-lo.

Fonte: Exame

Currículo, A Arte De Contar Sua História

 Currículo

Uma das maiores dúvidas dos jovens em início de carreira é como preparar um currículo que valorize as experiências - muitas vezes quase nenhuma em empresas - que ajudaram a formar aquele profissional que está em busca de boas oportunidades. Existem vários modelos prontos na internet e quase todos já são conhecidos dos recrutadores e pouco convincentes. Então, como transformar essas poucas páginas em algo que interesse aos executivos de recursos humanos? "Para se destacar, além de ter o conhecimento, é preciso sinalizar as coisas positivas e a sua vontade de continuar aprendendo. É necessário mostrar que, dentro das suas possibilidades de acesso, você fez o melhor: foi atrás de grupos de estudo e de discussão, entrou em fóruns, fez cursos. Não seguiu somente o currículo da universidade e procurou colocar em prática o que aprendeu antes mesmo de começar a trabalhar", afirma Wikings Machado, CEO da divisão Energy Management Customer Services da Siemens.

Lena Medeiros, gerente de treinamento, desenvolvimento e liderança da Siemens, aponta como funciona a mente de um bom recrutador: "Para um estudante, a experiência não será diferencial. O que exploramos na entrevista é se ele fez escolhas coerentes. Se fez apenas um curso por fazer, a gente percebe quando há falta de foco e cuidado no momento das escolhas". Daniela Diniz, gestora de eventos e comunicação da consultoria Great Place to Work, concorda com Lena. "Não adianta fazer cursos apenas para dizer ao mercado que está se esforçando e incluir linhas no seu currículo. Se esse for seu objetivo, já começou errado. É preciso buscar conhecimento sim (e sempre), mas para realmente se aperfeiçoar e se tornar um profissional melhor e mais gabaritado", diz Daniela.

Para não cometer deslizes, Alexandre Pellaes, fundador das empresas Ex-Boss e 99Jobs, dá dicas importantes. "Uma característica essencial (e muito desprezada pelos candidatos) é a construção da narrativa. É ela que vai fazer a diferença no impacto que sua história terá sobre o recrutador. Imagine que a narrativa é a linha e a costura que ligam diversos retalhos (suas experiências, cursos, escolhas), formando uma colcha", afirma Pellaes. Para ele, duas pessoas diferentes, com os mesmos retalhos, poderão construir colchas únicas. E uma pode ser linda, enquanto a outra pode ser horrível. "Por isso, compreenda a motivação por trás de suas escolhas e tenha sua linha bem preparada, com pontos bem escolhidos e uma costura bastante atrativa. Isso deve ficar evidente no seu currículo, no LinkedIn e em qualquer outro material seu. Assim, o recrutador vai querer se enrolar na sua colcha e não na de outro candidato", acrescenta Pellaes.

Fonte: Estadão Projetos Especiais

Doutores da Alegria Querem Melhorar O Clima No Trabalho

DoutoresDaAlegria
De repente, um grupo de palhaços entra em um escritório. Munidos de narizes vermelhos, jalecos e um violão, eles chegam com um objetivo muito nobre: fazer com que os funcionários relaxem e riam um pouco. 
O projeto, batizado de Riso 9 000, é de autoria do Doutores da Alegria, ONG que completa 25 anos em 2016. Da atuação em hospitais, nasceu a ideia de melhorar, também, o bem-estar dos profissionais. Isso surgiu quando Luís Vieira da Rocha, atual diretor executivo da instituição, comentou com Wellington Nogueira, o fundador do Doutores, que o clima na Fundação Abrinq, onde ele trabalhava, estava muito pesado. 
"Wellington me disse que viria fazer um check-up, interagiu com os funcionários e amenizou a tensão", diz Luís. Isso aconteceu nos anos 2000. De lá para cá, o projeto cresceu e, hoje, as empresas que são parceiras e doadoras do Doutores podem receber o programa que certifica se as "veias cômicas" dos colaboradores estão funcionando bem. 
O Atacadão, supermercado da rede Carrefour, é uma das companhias que levam o projeto para vários de seus 35 000 funcionários. "Eles quebram a seriedade do ambiente corporativo e trazem leveza ao trabalho", diz Marco Oliveira, vice-presidente do Atacadão. "No começo, as pessoas ficam inibidas. Mas depois que o primeiro se solta, todo mundo sai da zona de conforto", afirma Marcia Esteves, presidente da agência de publicidade Grey Brasil, outra parceira da ONG.
Fonte: Revista Você S/A