Teste de Gravidez Antigo

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Saiba alguns dos métodos que eram usados em anos anteriores à década de 1970 quando alguém queria saber se nove meses depois teria ou não um filho | Foto: Carlos Jared

 

Você imagina como as mulheres descobriam - ou o que faziam para saber - quando estavam grávidas antes da chegada ao mercado dos testes rápidos de gravidez? O Museu de Ciências de Londres, na Inglaterra, que se dedica ao tratamentos e novidades que ajudaram a combater e a evitar doenças, tem espaço dedicado à gestação humana.

E é de lá que saem histórias como a do sapo ou da rã. Antes de 1970, quando a mulher passou a poder comprar o teste de gravidez na farmácia e ver se está mesmo grávida em casa, o método mais utilizado era pegar a urina da mulher e colocar dentro de um sapo ou uma rã. E o resultado vinha da seguinte maneira: se o anfíbio soltasse ovos depois de injetado o líquido, a pessoa sabia que teria um filho.

Parece estranho, conto da carochinha, conversa para boi dormir ou sem efeito, mas colocar urina em um sapo ou uma rã para saber se a mulher estava grávida foi o método mais usado por muito tempo no século XX. Mas nada de compara ao mecanismo utilizado no Egito Antigo, por volta de 1.350 antes de Cristo (a.C.).

Grãos de trigo e cevada

Um endocrinologista chamado Glenn Braunstein, do Centro Médico Cedars-Sinai, dos Estados Unidos, revelou em um artigo de 2014 que o exame de gravidez mais comum, podemos chamar assim, usado no Egito Antigo era pegar a urina da mulher e misturar a grãos de trigo e cevada. A resposta estava se eles brotariam ou não por algum tempo. Se germinasse, a resposta para a gravidez era positiva.

E tem mais. Se só a cevada desse algum broto, o bebê seria do sexo masculino. No caso de apenas o trigo brotar, aí era uma menina, na crença dos antigos egípcios. Se para saber sobre a gravidez pode não passar de uma antiga tradição sem efeito, a urina da grávida pode sim fazer com que a planta comece a se desenvolver.

Método testado

O método do Egito Antigo foi testado por um grupo de cientistas em 1963 nos Estados Unidos. O experimento verificou que 70% das tentativas observadas constataram um crescimento das sementes se desenvolvia em contato com a urina da grávida. Já o líquido de mulheres que não esperavam filho não surtiu o mesmo efeito sobre o grão do trigo ou da cevada.

Na Idade Média surgiram os "profetas do xixi". Eles eram assim chamados porque acreditavam que os fluídos do corpo humano deveriam ser usados para avaliar a saúde de uma pessoa. E a urina era analisada pela cor, cheiro, textura e outros aspectos, já que não existia nada parecido, por exemplo, com um microscópio.

De acordo com relatos de 1552, a urina de uma mulher é descrita como "cor clara de limão pálido, inclinada para o esbranquiçado, com aspecto nebuloso na superfície".

Vinho na urina

Parte dos tais "profetas do xixi" jogavam vinho na urina para saber se uma mulher estava grávida. Estudos mais recentes mostra que o contato do álcool com a urina pode causar a reação com proteínas, o que daria condições de acertar mesmo, mesmo que com taxa moderada de sucesso, se a gestação havia começado.

A forma mais confiável para se saber se a mulher estava grávida era mesmo observar as mudanças no corpo, como vômitos, enjoos e o crescimento da barriga. Só a partir do século XVIII que o funcionamento do corpo humano começou a avançar nos conhecimentos científicos. Foi o fisiologista Ernest Starling, da Inglaterra, que passou a usar a palavras "hormônio" para definir "mensageiros químicos" do corpo.

Primeiros testes de gravidez

Em 1927, os cientistas alemães Selmar Aschheim e Bernhard Zondek começaram a observar os resultados de colocar a urina da mulher grávida em uma rata ou camundonga sem chegar à maturidade sexual. Os dois perceberam que a técnica estimulava que o ovário se desenvolvesse e começasse a liberar óvulos nas fêmeas roedoras. Assim como no trigo ou na cevada, o xixi de uma mulher não grávida não tinha o mesmo efeito nesses animais.

A suspeita dos cientistas estava na presença do hormônio hCG, que só aparece quando a mulher chega a nove meses de gravidez. Foi quando surgiu o teste A-Z, que leva as inicias dos sobrenomes dos alemães. Só que demorava para sair o resultado, já que era preciso injetar a urina da mulher em cinco ratas e esperar uma semana para saber se tratava-se ou não de uma gravidez.

Coelha

Depois o animal usado foi uma coelha. Mas tinha um problema: era preciso matar o animal no teste para ter o resultado. Foi aqui que começaram a usar os sapos e rãs, porque a liberação dos ovos ao entrar em contato com a urina da mulher não exigia sacrificar o bicho para disseca-lo. E é justamente o hormônio hCG que estimulava que ovos saíssem ao entrar em contato com o xixi de alguém em gestação.

De 1940 a 1960, o comércio internacional de anfíbios para realização de testes de gravidez causou impactos ao meio ambiente. A espécie Xenopus laevis começou a ser importada da África para os Estados Unidos, o que levou junto um fungo que causa doenças graves e colocou em risco de extinção outros anfíbios nativos da América do Norte.

Sapos machos no Brasil

A técnica com sapos e rãs foi utilizada no Brasil. Mas era diferente. O modelo do argentino Carlos Galli Mainini usava machos. O que se observara era se, ao injetar a urina da mulher, o sapo colocaria para fora espermatozoides em um intervalo de três horas. Os animais usados eram capturados em Guarapiranga, em São Paulo, e era transportado no bonde até o laboratório. (Com informações da BBC)

 

 

Fonte:https://ohoje.com/

Primeiro Metrô do Mundo

No ano de 1863, foi inaugurada na Inglaterra a primeira linha de transporte subterrâneo do mundo, a Metropolitan Railway

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 Construção da ferrovia em 1861 - Wikimedia Commons

 

Muitos episódios da linha do tempo histórica acabam confundindo a nossa percepção de tempo. Para se ter ideia, quando a Proclamação da República ocorreu no Brasil, no ano de 1889, os londrinos já contavam com uma linha de metrô. Isso mesmo!

Em 10 de janeiro de 1863, foi inaugurada a primeira linha de metrô do mundo, em Londres na Inglaterra. Naquele dia, cerca de 40 mil pessoas foram transportadas na nova locomotiva subterrânea.

Idealizada pelo político e advogado Charles Pearson, a linha possuía apenas 6,5 quilômetros de extensão e ligava a rua Farringdon à rua Paddington. Pequena, tinha apenas sete estações e podia ser percorrida de um extremo a outro em apenas 33 minutos.

Uma curiosidade interessante é que as locomotivas eram a vapor e, por esse motivo, os trens possuíam um tanque para onde iam os gases liberados. Os primeiros transportes elétricos só começariam a circular no início do século 20.

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Charles Pearson, o fundador da primeira linha de metrô - Crédito: Wikimedia Commons

 

A necessidade 

Conforme repercutido pelo Opera Mundi, a partir do século 19, a capital da Inglaterra experimentou um enorme crescimento, tornando-se a maior cidade do mundo. Contudo, junto ao progresso e ao intenso aumento populacional, surgiu uma série de problemas estruturais. Os únicos meios de transporte eram as charretes puxadas por cavalos e os trens que funcionavam na superfície.

Foi então que, nos anos 1830, surgiu a ideia de construir um novo meio subterrâneo, que levaria os trabalhadores de suas casas até os locais de trabalho.

Porém devido à falta de iniciativa por parte do governo britânico, a ideia foi esquecida por vários anos, até que voltou a ser considerada na década de 1850. Foi então que Charles Pearson entrou em cena.

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A linha do matrô antes de sua inauguração, em 1862 - Crédito: Divulgação

 

Parlamento aprovou a construção da primeira linha de metrô no ano de 1854, contudo, às obras foram atrasadas devido a uma escassez de recursos. O projeto somente foi retomado após Pearson insistir que recursos fossem liberados para tal finalidade.

Construção

A Super Interessante repercute que as obras tiveram início no ano de 1860 e foram comandadas pelo engenheiro John Fowler. De início, eram abertos buracos que seguiam conforme a trajetória das ruas e tinham dez metros de largura e seis de profundidade. Contudo, não havia um método adequado de se realizar as construções, de modo que desabamentos não eram eventos raros.

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Um dos primeiros trens elétricos experimentais, no ano de 1900 - Crédito: Wikimedia Commons

 

A situação começou a mudar quando, em 1866, foram incorporadas as inovadoras e grandes máquinas de escavação.

Quando os operários percebiam que as paredes do túnel estavam firmes, eles logo as revestiam com tijolos. Em seguida, colocavam vigas e arcos de ferro para fortalecer a estrutura que, depois, recebia uma nova camada de tijolos.

Depois que a primeira linha foi construída, não tardou muito para que uma grande malha ferroviária subterrânea surgisse em Londres. O sistema, que começou com apenas 6,5 quilômetros de extensão, hoje tem mais de 400.

Além disso, diversos outros países também passaram a adotar o metrô logo em seguida. No Brasil, no entanto, somente viria a chegar bem mais tarde, no ano de 1974.

 

 

Fonte:https://aventurasnahistoria.uol.com.br/

 

 

 

Trabalhadores têm direito a folga no feriado de carnaval?

Trabalhadores têm direito a folga no feriado de carnaval?

 

carnaval deste ano será diferente por causa da pandemia do novo coronavírus no Brasil. Os quatro dias de folia, que aconteceriam entre os dias 13 e 16 de fevereiro deste ano, não serão comemorados. Para os trabalhadores, o carnaval não é considerado feriado nacional.

 

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Trabalhadores têm direito a folga no feriado de carnaval? (Imagem: Reprodução / Google)

 

Na maior parte do país as festas do período foram canceladas. O objetivo da decisão é evitar aglomerações e conter o avanço da Covid-19.

No ramo trabalhista, as empresas podem ter expediente normal e exigir que seus funcionários trabalhem.

"Carnaval não é feriado, e sim ponto facultativo, com ou sem pandemia. Quem determina são os governos dos estados e estão direcionados aos funcionários da administração públicas. As empresas privadas podem ou não acatar o ponto facultativo, sem que isso represente violação à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)", explica Danilo Pieri Pereira, especialista em Direito e Processo do Trabalho e sócio do Baraldi Mélega Advogados.

Se não for feriado na cidade ou no estado do trabalhador, a orientação é que, mesmo em meio a pandemia, o profissional vá trabalhar normalmente.

 

"No caso de não ser decretado o feriado, o empregado deve ir trabalhar normalmente, e em caso de falta, os empregadores poderão descontar os dias de falta do salário, aplicar sanções disciplinares ou dispensar trabalhadores que se ausentarem, observando se houve reincidências ou se outras penalidades já foram aplicadas anteriormente", explica Ruslan Stuchi, advogado trabalhista e sócio do Stuchi Advogados.

Ainda de acordo com o advogado, a empresa pode dar folga aos profissionais, mesmo que não seja feriado. Há também a possibilidade do empregados compensarem o trabalho em feriado com uma folga em outro dia.

"No caso de a empresa não liberar o funcionário nos locais que for feriado, terá que ser realizado o pagamento dobrado ao funcionário, ou compensar com uma folga em uma outra data, não sendo possível o banco de horas sem convenção ou acordo coletivo", salienta Stuchi.

 

Vale destacar que as regras acima valem para todos os funcionários, inclusive os que estão trabalhando em modalidade remota, em "home office".

 

FONTE: https://fdr.com.br/2021/02/08/trabalhadores-tem-direito-a-folga-no-feriado-de-carnaval/

 

 

Por que Quarta-Feira de Cinzas?

A Quarta-Feira de Cinzas é uma data relevante dentro da tradição católica, acontece 46 dias antes da Páscoa e marca o início da Quaresma, período penitencial.

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Sacramento da imposição de cinzas realizado durante a Quarta-Feira de Cinzas em uma igreja mexicana.*

 

Quarta-Feira de Cinzas marca a abertura da Quaresma, período de 46 dias que antecede a comemoração da Páscoa. A Quarta-Feira de Cinzas é entendida pela Igreja como o início de um período de devoção marcado por orações e jejuns, como parte da penitência que todo cristão deve realizar, segundo os princípios da Igreja Católica.

 

Simbologia da Quarta-Feira de Cinzas

A Quarta-Feira deCinzas marca o primeiro dia da Quaresma e encerra o Carnaval, que é uma celebração muito famosa em diversas partes do mundo. O Carnaval é uma festa com origens pagãs e é muito conhecida como a celebração (ou festa) da carne. O Carnaval, ao longo da história, ficou marcado por ser um período de muitas festas, grande consumo de bebida e comida, além da zombaria.

Sendo assim, a Quaresma é exatamente uma contraposição a tudo o que representa o Carnaval. A Quaresma é o período de 46 dias que antecede a Páscoa, e, durante esse período, os cristãos, sobretudo os católicos mais dedicados, procuram manter um estilo de vida mais ascético. Sendo assim, para muitos, a Quaresma é um período marcado por caridade e penitência.

A Quarta-Feira de Cinzas abre esse período e nesse dia é realizada uma missa e após é realizada a cerimônia sacramental de imposição de cinzas sobre os fiéis. A respeito da imposição de cinzas, vamos esclarecer algumas dúvidas das pessoas.

  • O que significa a imposição de cinzas?

A imposição de cinzas simboliza a vontade de cada fiel de manter-se no caminho correto do cristianismo, da sua disposição em converter-se e de reconhecimento da sua mortalidade que necessita da graça divina para perdoar os seus pecados.

  • Quando surgiu essa tradição?

A imposição de cinzas surgiu na Igreja Primitiva e foi incorporada como um ritual sacramental da Igreja Católica por volta do século XI.

  • Qual a origem das cinzas?

As cinzas usadas na imposição são originárias dos ramos que são abençoados e queimados durante o Domingo de Ramos do ano anterior. Durante o sacramento, a autoridade religiosa faz uma cruz com as cinzas na testa da pessoa. Para isso, as cinzas são misturadas com água benta.

  • Quem impõe as cinzas?

A Igreja recomenda que o sacramento seja realizado por uma autoridade eclesiástica, isto é, um padre.

  • De onde veio essa prática?

Essa prática foi herdada pela Igreja Primitiva de práticas realizadas no Oriente Médio na Antiguidade. As cinzas eram jogadas sobre a cabeça da pessoa como sinal de arrependimento do fiel pelos seus pecados.

Curiosidades

  • O fiel, durante a imposição de cinzas, deve estar em jejum de carne. Além desse dia, a Sexta-Feira Santa também é um dia em que os fiéis não devem consumir carne.

  • Diferentemente do que muitos acreditam, a Quarta-Feira de Cinzas, nem antes do meio-dia e nem depois, é feriado no Brasil.

  • Muitos consideram que o significado das cinzas é um lembrete para o homem, alegando que ele veio do pó e para o pó ele voltará.

  • Os cristãos ortodoxos não celebram a Quarta-Feira de Cinzas.

*Créditos da imagem: Sara_Escobar e Shutterstock

Por Daniel Neves
Graduado em História

 

Fonte:https://brasilescola.uol.com.br/

AS CURIOSAS ORIGENS DA EXPRESSÃO A SORTE ESTÁ LANÇADA

Dos jogos de azar aos antigos romanos, a icônica frase representa a expectativa gerada pela tomada de uma importante decisão

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Imagem meramente ilustrativa - Divulgação/ Pixabay/ Free-Photos

 

Após tomar uma decisão importante e arriscada e quase sempre irreversível, costuma- se dizer que 'a sorte está lançada'. A frase tem suas origens nos jogos de dados comuns na Roma Antiga, mas entrou para a história quando foi dita pelo grande general romano Júlio César (100 a.C. a 44 a.C.). Ao lado de Pompeu e CrassoCésar havia composto o Primeiro Triunvirato, que governara Roma até a morte de Crasso, em 53 a.C.

Em 49 a.C., César era o cônsul na Gália e, diante da crescente influência de Pompeu sobre Roma, resolveu levar suas tropas para a capital. Às margens do Rio Rubicão, no limite entre os territórios governados por César, e de Roma, em poder de Pompeu, Júlio César parou. Atravessar o rio exigia uma autorização do Senado.

O general foi até a margem e disse: "A sorte está lançada" ou 'Alea jacta est', em latim. Era uma declaração de guerra. "A invasão foi seguida por cinco anos de guerra civil. Pompeu foge para o Egito e é morto. César toma o poder em Roma e se declara ditador vitalício", afirmou o historiador Manuel Rolph.

Mas se a sorte pareceu soprar a favor de César, ela mudaria rapidamente de direção. Acontece que, em meados de 44 a.C., os dados foram jogados por outra pessoa e o ditador acabou assassinado a punhaladas por uma conspiração de senadores. 

 

 

Fonte:https://aventurasnahistoria.uol.com.br/

 

 

 

 

 

DIA NACIONAL DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS: HÁ TEMPO PARA REVERTER O CENÁRIO?

Data serve para alertar a sociedade dos impactos causados pelo desequilíbrio ambiental

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Imagem meramente ilustrativa - makabera, via Pixabay

 

No dia 16 de março é celebrado o dia da Conscientização para as Mudanças Climáticas. Diante de todo o cenário e impactos que o planeta tem sentido, a data serve como uma pausa para refletir sobre os impactos que as ações humanas têm causado na natureza, além de estimular debates e conversas que combatam a desinformação e o negacionismo.

Hoje, a principal causa para o aquecimento global é a queima de combustíveis fósseis e a emissão de gás carbônico, ambas derivadas de atividades humanas. A queimada das florestas é outro fator que impacta muito as alterações dos ciclos normais nos ecossistemas terrestres.

O gás carbônico em excesso dificulta a saída dos raios infravermelhos vindos do sol, provocando uma maior estadia deles na atmosfera e aquecendo o ambiente acima do normal.

Com a elevação das temperaturas, o mar se aquece, produzindo interferência na vida marinha e excesso de água evaporada, além de degelo nos polos e montanhas.

O resultado: tempestades cada vez mais fortes, como em Petrópolis (RJ) e Franco da Rocha (SP), derretimento de geleiras milenares, temperaturas altas em países frios como Canadá e incêndios sem precedentes nos EUA.

Mesmo diante de tantas evidências, vez ou outra surgem ideias que insistem em negar os fatos que estão acontecendo. Para Rogério Machado, professor de Química e Meio Ambiente na Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), argumentos que apontam que as mudanças climáticas foram inventadas pela ONU (Organização das Nações Unidas), por exemplo, são improcedentes. "O descrédito na Organização geraria o caos mundial".

"A ONU tem na sua formação, órgão independente de interesse econômico, ou seja, cientistas para estudar e esclarecer a população mundial sobre a situação do planeta, para que possamos viver conforme a situação verdadeira em que nos encontramos. Os países têm a obrigação de relatar as verdadeiras condições de seu meio ambiente, pois disso depende seu desenvolvimento e credibilidade junto a globalização atual", relata o professor.

No estágio atual em que a crise climática está, Machado acredita ser pouco provável que consigamos voltar ao patamar de um século atrás, uma vez que comportamentos considerados vitais para o ser humano como a intensa industrialização e a locomoção pelo planeta são atividades difíceis de serem revertidas.

Adotando um tom pessimista, o professor afirma que é uma ilusão acreditar que em duas ou três décadas iremos abandonar o uso do petróleo e seus derivados, pois, segundo ele, a matéria-prima está presente na maioria dos processos industriais e continua gerando lucros.

O especialista aponta que o caminho a ser seguido para que a sociedade reverta o atual quadro climático "seria inicialmente mudar ou amenizar a fonte de energia dos meios de locomoção poluentes como carros, caminhões, aviões e demais que dependem do petróleo". E finaliza: "algo que seria uma atitude corajosa e política é a determinação da diminuição e até cessação da destruição das florestas, o que, hoje, existe mais em palavras do que em atitudes efetivas."

 

 

Fonte:https://aventurasnahistoria.uol.com.br/

 

 

 

GRETA VIAJANTE DO TEMPO: CONHEÇA A CURIOSA TEORIA CONSPIRATÓRIA

Com base em uma fotografia tirada em 1898, internautas criaram uma inusitada brincadeira

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Fotografia da garota canadense e da jovem Greta Thunberg - Biblioteca da Universidade de Washington/ Getty Images

 

Em agosto de 2018, das janelas do Parlamento Sueco, políticos do país acompanhavam o movimento de um pequeno protesto. Confiante, uma menina de tranças exigia que os parlamentares criassem medidas para reduzir as mudanças climáticas.

Aos 15 anos, a adolescente faltava nas aulas da escola de propósito, para conseguir protestar, a fim de chamar atenção dos políticos suecos. Com o olhar de quem não desistiria de seus objetivos, Greta Thunberg logo tornou-se uma jovem liderança.

Não demorou até que outros estudantes tomassem a garota como exemplo, criando cada vez mais movimentos e manifestações em prol do meio ambiente. Greta, então, tornou-se uma personalidade conhecida, elogiada e criticada no mundo todo.

Com a fama, também surgiram diversos boatos sobre a vida da menina, bem como teorias da conspiração acerca de quem ela é. A mais curiosa delas diz respeito a uma foto descoberta em novembro de 2019, que apresenta uma suposta sósia da ativista.

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Greta em 'greve climática' próxima a Casa Branca, em 2019 / Crédito: Getty Images

 

Cenário antigo

Composta por árvores altas, uma densa floresta ocupa o fundo da fotografia em preto e branco. Mais a frente, galhos secos formam uma paisagem ríspida, que também passa a sensação de um clima frio, confirmado pela vestimenta das pessoas na imagem.

Em primeiro plano, três crianças olham para a câmera enquanto trabalham em uma mina de ouro. Suas roupas retratam tanto a época em que a foto foi tirada, em meados de 1898, quanto o local da exploração, a região de Yukon, no Canadá.

Entre os três jovens, uma menina em especial chama atenção. Com tranças longas e bem penteadas, um vestido simples e uma touca na cabeça, a garota se parece - e muito - com Greta Thunberg

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Imagens do passado

Tirada há 123 anos, a fotografia chamou atenção de internautas no mundo todo. Inicialmente, ela foi encontrada no acervo online da Biblioteca da Universidade de Washington, mas acabou sendo disseminada em diversas redes sociais.

No Twitter, por exemplo, usuários da plataforma passaram a imaginar motivos do porque a garota canadense se parecia tanto com a ativista sueca. Foi assim que surgiu a teoria conspiratória de que Greta Thunberg teria viajado no tempo.

Comparando as imagens das meninas, que têm até mesmo um penteado parecido, a teoria sugere que, tendo vivido no final do século 19, Greta decidiu visitar a nossa época para salvar a humanidade, lutando pelo planeta e pelo meio ambiente. No entanto, não passa disso: uma teoria conspiratória, quase que brincadeira de internautas.

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Fotografia de Greta Thunberg / Crédito: Divulgação/ Flickr

 

Uma jovem ativista

Acontece que, filha de Malena Ernman, uma cantora de ópera, e do ator Svante ThunbergGreta nasceu em 3 de janeiro de 2003, em Estocolmo, na Suécia - em uma época e região absolutamente diferentes, é claro, das da menina na fotografia.

Diagnosticada com síndrome de Asperger, transtorno obsessivo-compulsivo, TDAH e mutismo seletivo, segundo ela própria narrou em seu TED Talks, Greta Thunberg cresceu ligada ao ativismo ambiental. Desde pequena, por exemplo, ela já fazia questão de reduzir sua pegada de carbono e adotar um estilo de vida sustentável.

Hoje em dia, a jovem é vegetariana e luta tanto pelos direitos dos animais, quanto pela redução das mudanças climáticas. Aos 18 anos, ela já foi eleita a Pessoa do Ano pela Time, além de uma das 100 Mulheres Mais Poderosas do Mundo pela Forbes, ambos em 2019. A jovem ainda foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz duas vezes, em 2019 e 2020.

 

 

Fonte:https://aventurasnahistoria.uol.com.br/

 

CADÁVERES, RATOS E MISÉRIA: 8 CURIOSIDADES SOBRE A VIDA NAS TRINCHEIRAS

Durante os anos da guerra, viver nas trincheiras tornou-se uma mistura de miséria, horror e coragem

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Cena do famoso longa 1917 (2019) - Divulgação/Universal Studios

 

Retrato mais bem acabado da Primeira Guerra (1914-1918), as linhas de trincheiras surgiram em setembro de 1914, quando os alemães, que haviam invadido a França, foram barrados perto de Paris.

Decididos a não retroceder nenhum palmo de território conquistado, eles iniciaram a construção das valas ao longo de toda a frente de combate. Vendo os alemães fortificarem-se, os aliados também cavaram seus próprios abrigos.

Em poucos meses, as linhas de trincheiras estenderam-se da Suíça até o litoral norte da França, por mais de 600 quilômetros. Foi então que começou um longo impasse.

Os dois lados tentavam quebrar a guarda do oponente com ataques e contra-ataques em massa. Ficavam separados por uma faixa de lama de menos de 300 metros, a "terra de ninguém". 

Pensando nisso, separamos oito curiosidades sobre a vida nas antigas trincheiras.

1. Labirinto

As trincheiras normalmente tinham 2,30 metros de profundidade por 2 metros de largura. Eram revestidas por sacos de areia para amortecer as balas e estilhaços. Se o inimigo tomasse a primeira linha, os defensores recuavam para outras, construídas em forma de labirinto.

2. Paredes de arame

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Uma antiga trincheira /Crédito: Divulgação

 

Para retardar os ataques, uma selva de arame farpado, com até 30 metros de largura, era instalada à frente das trincheiras. Enquanto os soldados lutavam para cruzar o emaranhado de fios, eram vítimas fácies de atiradores inimigos.

3. Armas químicas

Os exércitos utilizaram mais de 100 mil toneladas de gás durante a guerra. Essa arma foi responsável por 90 mil soldados mortos e cerca de 1,2 milhão enfermos. Alguns soldados preferiram saltar para fora e serem fuzilados a enfrentar a nuvem de gás mostarda acumulada nos buracos.

 

4. A metralhadora

Durante a Primeira Guerra a metralhadora foi usada em larga escala, mudando drasticamente a forma de lutar. Disparando até 600 tiros por minuto, vitimava batalhões inteiros até que todos se dessem conta de como elas eram letais.

5. Ataque fulminante

Os primeiros ataques, chamados de "fogo de barragem", consistiam em enormes descargas de artilharia de grosso calibre, algumas com quase 2 milhões de projéteis em poucos dias. O resultado era sempre desolador: o solo atingido tornava-se uma mistura de terra revolvida, cadáveres e lama.

6. Cercados pela morte

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Soldados na linha de combate /Crédito: Divulgação

 

Além dos gritos e gemidos dos feridos, os soldados tinham de conviver com o funesto chiado de cadáveres, que expeliam gás por meio de arrotos e assobios. Também não dormiam, sob o risco de serem atacados pelos ratos.

7. Tocaia

Munidos de rifles, com miras telescópicas, os atiradores, chamados de snipers, ficavam horas de tocaia, à espera de algum soldado incauto colocasse a cabeça para fora da trincheira inimiga. Quase sempre, a vítima era abatida com apenas um tiro.

 

8. Plantações de bombas

As tropas cavavam longos túneis em direção às trincheiras adversárias. Uma vez embaixo do inimigo, forravam o túnel com explosivos, matando milhares de adversários de uma vez e abrindo caminho para um ataque.

 

 

Fonte:https://aventurasnahistoria.uol.com.br/

 

MARIA LACERDA DE MOURA: FEMINISTA, ANARQUISTA E EDUCADORA BRASILEIRA

Junto com a bióloga Bertha Lutz, a pioneira anarcofeminista fundou a Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher, que lutou pelo sufrágio feminino no Brasil

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A anarcofeminista Maria Lacerda de Moura - Wikimedia Commons

 

O movimento decisivo para a conquista do voto pelas brasileiras chegou na bagagem da bióloga Bertha Lutz, que voltava de uma temporada de estudos em Paris, em 1919. De lá, ela trouxe os ideais sufragistas e não tardou para organizá-los por aqui. Lutz e a feminista anarquista Maria Lacerda de Moura fundaram, juntas, a Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher, que lutava pelo sufrágio feminino no país.

Para Maria Lacerda, no entanto, o voto não era o suficiente: sua luta almejava muito mais. Considerando essa demanda um ponto muito pequeno e até mesmo simbólico no movimento feminista, rompeu com a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e passou a atuar sozinha em sua militância anarquista.

Nasceu em Manhuaçu, no interior de Minas Gerais, em 1887, mas cresceu na cidade de Barbacena. Lá, formou-se professora pela Escola Normal Municipal de Barbacena e iniciou sua trajetória em defesa da alfabetização no país, principalmente por meio de reformas educacionais.

Pouco tempo depois, começou a publicar crônicas em um jornal local. Levando em conta o período, Maria Lacerda foi criticada por sua família e pessoas próximas por estar exercendo um papel que não lhe era cabido. De acordo com Míriam Leite, na biografia Outra Face do Feminismo: Maria Lacerda de Moura, seus familiares constantemente a pediam "mais moderação".

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Crédito: Wikimedia Commons

 

A partir dessa maior exposição, passou a ter contato com jornalistas e escritores de capitais principalmente do sudeste. E é aí que entra em contato com as teorias feministas e anarquistas, além de práticas pedagógicas renovadoras.

 

Mudou-se para São Paulo em 1921 e associou-se com Bertha Lutz na Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher, que, posteriormente, passou a levar o nome a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Também se envolveu com movimentos proletários, colaborando principalmente com artigos de cunho anticapitalista para a imprensa progressista. Chegou a fundar sua própria, a Renascença, em 1923.

"Já não é mais de votos que precisamos e sim de derrubar o sistema hipócrita, carcomido, das representações parlamentares escolhidas pelos pseudo-representantes do povo, sob a capa mentirosa do sufrágio, uma burla como todas as burlas dos nossos sistemas governamentais, uma superstição como tantas outras superstições arcaicas", escreveu Maria Lacerda em um de seus textos, organizados por Míriam Leite.

Seu pensamento era influenciado principalmente pelos escritos sobre pedagogia renovadora da médica feminista Maria Montessori, pelos anarquistas Paul Robin, Sebastien Faure e Francisco Ferrer y Guardia e anarquista individualista Han Ryner, que, segundo ela mesma, lhe deu um "a noção mais alta da liberdade ética; livre de escolas, livre de igrejas, livre de dogmas, livre de academias, livre de muletas, livre de prejuízos governamentais, religiosos e sociais".

 

Os temas estudados pela militante estavam quase sempre ligados à condição feminina e á opressão causada pelo capitalismo. Amor livre, prazer sexual das mulheres, divórcio, maternidade, prostituição faziam parte da sua gama de estudos sobre a experiência da mulher no Brasil. Além disso, também questionava a posição do indivíduo- homens e mulheres - dentro do sistema vigente.

Seus posicionamentos estavam à frente de seu tempo: apenas movimentos feministas de décadas depois de sua morte levantariam as questões que ela já discutia naquela época. Entre a década de 1970, o corpo e a sexualidade da mulher passariam a ser temas marcantes em sua luta por direitos.

 

Fonte:https://aventurasnahistoria.uol.com.br/

 

 

 

 

Glauber Rocha

                                                                         

Glauber Rocha foi um cineasta brasileiro considerado um dos nomes mais importantes do Cinema Novo. Ele nasceu em 1939 na Bahia, Vitória da Conquista. Abandonou o curso de Direito, em Salvador, para trabalhar como crítico de cinema e documentarista.

Glauber dirigiu seu primeiro curta-metragem, O Pátio, em 1959. Em Barravento (1962), lançou seu primeiro longa-metragem protagonizado pelos atores Antonio Pitanga e Aldo Teixeira. Tornou-se o líder de um movimento que almejava produzir um cinema autenticamente nacional, de autor, voltado para a temática social e cuidado com a linguagem.

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                                                        Glauber Rocha.

 

Estética da fome

Seus filmes não tiveram êxito comercial. Glauber Rocha nunca foi popular, mesmo tendo feito um cinema que representava o povo. Suas obras mostravam a fome da população, a opressão, a exploração econômica e a alienação tomada pelo misticismo religioso. Outra característica marcante em seus filmes é a busca constante por um messias salvador. No cinema de Glauber Rocha, religião e política institucional andam de mãos dadas em um populismo desenfreado. Uma de suas frases mais célebres é: "nossa maior miséria é que esta fome, sendo sentida, não é compreendida".

Reconhecimento Internacional

Foi premiado no Festival de Cinema Livre de Porreta, na Itália por seu filme "Deus e o Diabo na Terra do Sol" (1964). Na França, ele recebeu o prêmio Luís Buñuel, no Festival de Cannes, por "Terra em Transe", de 67. Na década de 70, Glauber filmou no Quênia, África, ''O Leão de Sete Cabeças'', e na Espanha, ''Câncer'' e ''Cabeças Cortadas'', que teve sua exibição censurada no Brasil até 1979.

Outras obras

Ainda produziu o documentário, "As Armas e o Povo", sobre a revolução de 25 de abril de 1974 na Portugal dominada pelo fascismo de Salazar. Publicou o romance "Riverão Sussuarana" em 1977. Documentou Di Cavalcanti e Jorge Amado (1976) e "A Idade da Terra", de 1980, seu último filme.

 

O Cinema Novo

Em meio a uma cultura dominada por superproduções hollywoodianas, surge nos anos 60 o Cinema Novo (1960-1972). Era um movimento cinematográfico brasileiro com influência do neorrealismo italiano, da nouvelle vague francesa e também do cinema soviético, de Eisenstein. Com produções de poucos recursos, o Cinema Novo era feito como uma força de resistência, "uma câmera na mão e uma ideia na cabeça" era seu lema. Durante o período, a produção dos países de Terceiro Mundo tinha a mesma tônica.

No Brasil, os cineastas do Cinema Novo faziam parte do Centro Popular de Cultura (CPC), entidade ligada a UNE (União Nacional de Estudantes), tendo Glauber Rocha como um dos fundadores.

A partir de 1964, em uma tentativa de aproximação ao público, foi lançado "Garota de Ipanema" de Leon Hirszman (1968), dialogando diretamente com a classe média. Em sua última fase, o Cinema Novo foi descrito como canibal-tropicalista, vide os filmes: "Como Era Gostoso o Meu Francês" (1971), de Nelson Pereira dos Santos, "Macunaíma" (1969), de Joaquim Pedro de Andrade, entre outros.

Durante este período, Glauber Rocha exilou-se em 1971, devido o acirramento da perseguição do regime militar brasileiro, realizando diversos filmes e documentários fora do país.

Fontes:

SILVA NETO, Antônio Leão da. Dicionário de filmes brasileiros: Longa-metragem. São Paulo: Ed. do Autor, 2002.

(CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil) www.cpdoc.fgv.br/producao/

http://revistadecinema.com.br/2016/11/glauber-e-o-cinema-novo/

https://www.rosebud.club/post/15052020

 

 

Fonte:https://www.infoescola.com/

   

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